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Coimbra: Câmara lança Prémio Empreender no Feminino

09 de às 09h47
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A Câmara Municipal de Coimbra anunciou ontem o lançamento do Prémio Empreender no Feminino, com o objetivo de incentivar, reconhecer e apoiar mulheres empreendedoras do concelho.
O anúncio foi feito pelo vereador com o pelouro do Empreendedorismo, Investimento e Emprego, Miguel Fonseca, durante a iniciativa “Mulheres de Negócios” que decorreu no espaço Doce Meu Handmade, na Baixa da cidade e foi realizada no âmbito do programa municipal de comemoração do Dia Internacional da Mulher. A iniciativa contou com a presença do presidente da Câmara, José Manuel Silva, e da vereadora Ana Bastos.
A vencedora da primeira edição deste prémio será conhecida no Dia Internacional da Mulher (8 de março) do próximo ano. O regulamento do concurso, que pretende incentivar, reconhecer e apoiar mulheres empreendedoras do concelho de Coimbra, está a ser elaborado e será divulgado.
O Prémio Empreender no Feminino do Município de Coimbra foi anunciado durante a iniciativa “Mulheres de Negócios”, que juntou, numa conversa informal, Teresa Almeida Santos, do Espaço Fertilidade, Cátia Melo, do Coola Boola, Catarina Nogueira, da United Boutiques, Li Furtado, da Cinco Store, e Paula Ferreira, da Formiguita.

Mulheres partilharam experiências

O evento serviu para, através da experiência de cada uma das participantes, “sentir o pulso das empreendedoras do concelho, estimular o diálogo, promover a diversidade e a sua contribuição para a economia”, afirmou Miguel Fonseca. As convidadas foram desafiadas a contar a sua experiência, a revelar que obstáculos têm enfrentado por serem mulheres e a debaterem como pode Coimbra ser uma cidade mais equilibrada no que respeita ao empreendedorismo feminino.
“As mulheres ocupam quase um terço, 31%, dos cargos dos conselhos de administração das empresas cotadas, mas ganham, em média, menos 220 euros por mês do que os homens em Portugal, sendo mais vulneráveis à pobreza e desemprego”, destacou Miguel Fonseca, sublinhando que “o impacto da pandemia ameaça reverter décadas de progresso acrescentando mais 36 anos ao tempo estimado para alcançar a paridade de género no trabalho e nas empresas”.

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