Coimbra: Hospital do Ursinho reabre no Alma
O Hospital do Ursinho no Alma Shopping, em Coimbra, voltou a abrir portas, ontem, às 09H00.
Até dia 12 de março, crianças dos 3 aos 6 anos vão poder levar os seus ursos e peluches doentes para o hospital. À sua espera vão estar estudantes de medicina vestidos de médicos (e há também peluches de reserva para as crianças que, por qualquer razão, não tiverem um e quiserem entrar na brincadeira).
A XIX.ª edição do Hospital do Ursinho é uma iniciativa do Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra. E tem como principal objetivo ajudar os mais novos a perder “o medo pela bata branca”, adianta Rita Matos, coordenadora geral do projeto.
Muitas vezes, quando as crianças vão para o hospital, “elas ficam com medo dos procedimentos médicos, do hospital em si e dos profissionais de saúde”, esclarece.
“Quando eles chegam aqui e vêm o seu ursinho tratado e curado, acabam por perder esse medo e por perceber – Ah! Se calhar uma pica de uma vacina não dói assim tanto!”.
O Hospital do Ursinho é uma simulação de hospital real. Tem uma sala de espera, um gabinete para a clínica geral, um bloco operatório, uma zona para a radiologia, outra para a fisiatria, entre outros espaços.
“Este ano decidimos ter consultórios um bocadinho mais específicos”, esclarece Rita Matos. Uma das inovações foi o bloco cirúrgico, onde os meninos estão com um ursinho e “estão a cozer as feridas, mas com os cordões de sapatilhas”, esclarece. “E todos eles têm as batas e as touquinhas, adaptadas ao tamanho deles. É para poderem entrar no espírito do que é ser médico”, acrescenta Catarina Fernandes, coordenadora de comunicação.
Tomás Laffont, um dos “utentes”, confirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que o mais gostou foi tratar do ursinho que tinha um “dói-dói na cabeça e no braço, e também tinha um bocadinho na perna, mas depois passou”.
De acordo com Maria Manuel Mexia, professora do 1.º Jardim-Escola João de Deus, a iniciativa é “excelente, porque eles ao verbalizarem as dores dos bonecos, eventualmente poderão também conseguir verbalizar as suas dores”.
O evento é de entrada livre.


