Coimbra: “O sal que não salga” faz renascer o edifício da antiga Manutenção Militar
Há muito que as janelas daquele imenso edifício, situado na avenida Sá da Bandeira, permaneciam fechadas. Graças ao Coletivo P5, hoje e amanhã, a luz volta a rasgar os espaços da antiga sucursal da Manutenção Militar.
Esta tarde, a partir das 15H00, na exposição “O sal que não salga”, os visitantes poderão perceber o que se esconde naquele espaço onde, outrora, se fabricava pão e outros géneros alimentares para fornecer o Exército. Porém, ao longo do caminho, vão poder cruzar-se com 64 obras de fotografia, pintura, performances, instalações ou peças de arte nascidas de objetos que foram sendo descobertos no edifício ao longo da preparação da mostra.
A leitura do Sermão de Santo António aos Peixes, de António Vieira, e a reflexão sobre questões de relações laborais, constituíram o ponto de partida do projeto.
Porquê?
“A Manutenção Militar ficou na posse do Exército entre os anos de 1899 e 2017 e nele estabeleceram-se questões fabris e logísticas: o fabrico e gestão do abastecimento de mantimentos e recursos fundamentais às tropas”, refere Adolfo Caboclo, no catálogo da exposição.
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