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Coimbra: Obras do Seminário prolongam-se por mais dois anos

03 de às 09h06
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As obras Seminário Maior da Diocese de Coimbra começaram em maio de 2020 (em plena pandemia) e deviam terminar em julho do ano passado. Mas à covid-19 juntou-se guerra na Ucrânia, a falta de mão-de-obra, o aumento do custo dos materiais…
“A opção era parar ou tentar enfrentar todas as adversidades”, referiu o padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior. Como desistir nunca foi opção, a instituição resolveu rescindir o contrato com a empresa Signinum responsável pela execução da empreitada.
“A conclusão da obra estava prevista para um período de dois anos, mas já vamos com este atraso considerável. Como o ritmo da obra não nos satisfazia, interrompemos aquela relação contratual por mútuo acordo. Assim, desde o dia 1 de janeiro, a obra está a cargo da empresa Relvinha Constrói (em articulação com outras parcerias)”, adiantou o padre Nuno Santos.
A perspetiva do reitor do Seminário Maior é que a conclusão da obra ainda demorará cerca de um ano e meio (máximo dois anos).
“Contamos ter já uma zona pronta até maio de 2023, nomeadamente metade do piso 0 (igreja, portaria, bar, Museu Póvoa dos Reis, casas de banho, sala de reuniões, dois refeitórios e cozinha)”, adiantou.
Também para maio, espera-se que estejam concluídos dois terços do Piso 2 (com cerca de 30 quartos com casa de banho privativa – cerca de 60 camas).
“Contamos, ainda nessa altura, ter em fase muito avançada metade do Piso 1 (com 11 quartos, escritórios e casas de banho). Muitos outros trabalhos vão avançando (coberturas, piso -1, piso -2, escadas e elevador…)”, acrescentou o reitor.
Recorde-se que o edifício central do Seminário Maior de Coimbra está a ser objeto de obras de requalificação no valor de 4,6 milhões de euros, sem qualquer apoio externo à diocese.
Por essa razão, o padre Nuno Santos agradece o contributo de muitos que “tem sido estímulo para continuar a missão em tempos tão difíceis para todos”.
Ainda assim – acrescenta –, o Seminário continua a precisar da ajuda para pagar as despesas relacionadas com o aumento dos materiais, com a equipa de arqueologia que é obrigatória ou com os seguros de obras que são obrigatórios”. A tudo isto, acrescem as despesas com a formação dos 11 seminaristas (cujos valores globais anuais ultrapassam os 300 mil euros). Quem quiser ajudar, pode fazê-lo através do IBAN – Caixa Geral Depósitos – PT 50 0035 0255 0005 9801 132 31.
O Seminário Maior de Coimbra, inscrito como Monumento Nacional, manteve-se em funcionamento ao longo de mais de 250 anos, agregando em si a formação e habitação dos seminaristas e padres da Diocese e, mais tarde, a formação dos vários ministérios da Igreja.
O edifício histórico é uma das “mais impressionantes presenças da arte italiana” do século XVIII em Portugal, junto ao jardim botânico de cidade.

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