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Coimbra: Universidade debate transparência ao serviço do Estado

21 de às 09h24
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DB/Foto de Miguel Almeida

No âmbito da “Ação de Formação Avançada em Emprego Público e Finanças Públicas”, a Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra (UC) promoveu ontem uma conferência sobre “A Transparência ao serviço do Estado de direito democrático”.
Esta iniciativa arrancou ontem e prolonga-se até 24 de março. É dirigida a 13 membros e técnicos das áreas de Planificação, Administração e Finanças da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique.
A sessão inaugural, que se realizou na sala de seminários 0.01, no Colégio da Trindade, contou com a presença da Ana Raquel Moniz, presidente da Entidade para a Transparência, do vice-reitor para as Relações Externas e Alumni da UC, João Nuno Calvão da Silva, e do cônsul-geral de Moçambique no Porto e Zona Norte de Portugal, Agostinho Milton.
Segundo Ana Raquel Moniz, o objetivo desta conferência é “associar a transparência às novas tendências da evolução do direito público. Revalorizar e introduzir valores públicos e, portanto, a transparência é um dos meios que permite essa subordinação da atuação dos titulares de altos cargos públicos aos valores públicos”. “A transparência vai permitir assegurar a possibilidade de isenção do serviço dos deveres públicos”, acrescentou.
João Nuno Calvão da Silva aproveitou a sua intervenção para falar da importância da ligação da UC com os Países de Língua Oficial Portuguesa, nomeadamente o Brasil, no decurso das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil e de Moçambique.
O vice-reitor referiu que “hoje (ontem) o dia é de Moçambique”. “Moçambique e os Países de Língua Oficial Portuguesa ajudam-nos a trilhar o caminho do sucesso e do prestígio”.
Agostinho Milton acredita que “este é um tema que nos interessa” agradecendo o convite à UC. Referiu ainda que cônsul-geral de Moçambique no Porto e Zona Norte de Portugal tem excelentes ligações com a universidade e que os formandos sairão de Coimbra mais enriquecidos e com maior sabedoria.
Agostinho referiu ainda que esta ação de formação surge devido ao facto de as eleições autárquicas de Moçambique se realizarem no próximo mês de outubro”.
Anabela Mota Pinto, membro do Conselho Geral da UC encerrou a sessão de abertura dizendo que “este é um meio imprescindível e emergente que obriga a conhecer novos desafios que exigem novas e maiores relações ao nível das instituições”.

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