Coimbra: Vítima de abusos sexuais em criança não deixou nada por dizer na audiência com Francisco
Uma das 13 vítimas de abusos sexuais da Igreja Católica portuguesa que esteve no encontro com o Papa Francisco, a 2 de agosto, foi Cristina Amaral.
“Custou-me muito contar o meu testemunho a uma pessoa que estava verdadeiramente envergonhada, que mostrou ser uma pessoa boa e que eu senti que não merecia ouvir aquilo”, contou ao DIÁRIO AS BEIRAS esta mulher, que continua a sofrer ao recordar os abusos de que foi vítima há quatro décadas. Viu “um homem com muita humildade e muita bondade”, num encontro em que “não fui ao beija-mão, fui como pessoa abusada e em nome de todas as outras que não conseguem ou não podem falar”, esclareceu.
Foi na Casa de Infância Elysio de Moura, na Alta de Coimbra, que viveu “um pesadelo durante três anos, entre os seis e os nove anos”, às mãos das freiras que então ali prestavam serviço e do diretor daquela época, o sacerdote e professor da Faculdade de Direito, Sebastião Cruz, que morreu em 1996.Cristina acusa-o de ter levado a cabo os abusos de que foi alvo. Recorda que “ele lia excertos da Bíblia, enquanto me obrigava a fazer coisas e fazia-me sentir culpada”.
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