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Condeixa-a-Nova: Evocados os combatentes da batalha do Casal Novo

15 de às 09h39
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Casal Novo, em Condeixa-a-Nova, foi ontem palco de uma cerimónia evocativa do combate que ali houve, há 212 anos, perto do final da terceira invasão francesa.
Na alvorada do dia 14 de março de 1811, a vanguarda do exército anglo-luso, composta por três divisões de infantaria, uma divisão independente portuguesa e uma brigada de cavalaria – que seguiam no encalço da retaguarda francesa em processo de retirada – confrontou-se com duas divisões de infantaria e uma brigada de cavalaria do VI Corpo de Exército do marechal Ney.
Numa cerimónia cheia de protocolo e respeito pelos combatentes desta batalha, o presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita, assumiu a importância de relembrar quem partiu para servir os interesses da nação.
“Nesta cerimónia queremos evocar um combate, de uma guerra ligada às invasões francesas, que nos retirou muitos portugueses. Esta é uma homenagem a esses portugueses que lutaram pela independência nacional”, disse.

Combate teve inovação militar

O combate de Casal Novo teve uma particularidade inovadora do ponto de vista militar, que o deixa na história.
“Este combate foi também inovador do ponto de vista militar. Ficou conhecido como o combate das posições também por isso tem uma relevância especial”, vincou.
A homenagem foi corroborada pelo capelão presente, que quis demonstrar “respeito e gratidão” pelos soldados que deram “a vida pela pátria”.

Passagem dos franceses destruiu património

A batalha de Casal Novo não só vitimou portugueses, como destruiu património que existia na região de Condeixa-a-Nova.
“É preciso recordar que estas invasões francesas tiveram um significado forte na região de Condeixa-a-Nova. Na sua passagem os franceses destruíram um conjunto de palácios que aqui existiam”, salientou.
Rui Miranda, presidente do Grupo de Recriação Histórica de Condeixa, realçou que esta batalha representa um pouco a história de Portugal durante as guerras peninsulares.
“Esta evocação serve para mostrar um pouco a história de Portugal durante as invasões francesas. A retaguarda francesa, na altura, sabia que os ingleses vinham atrás deles e esperaram-nos aqui. Foi uma batalha histórica”, frisou.
Nuno Moita agradeceu ainda a presença do exército e dos recriadores históricos na cerimónia evocativa.
“A presença da Fan-Farra do Exército veio dar uma dignidade suplementar à cerimónia, sem esquecer os recriadores históricos que nos trouxeram um colorido a esta evocação”, realçou.
O edil de Condeixa-a-Nova aproveitou a ocasião para pedir o término da guerra na Ucrânia.
“Quero apelar ao final da guerra na Ucrânia. Nunca é demais recordar os horrores da guerra, que não serviram para nada”, afirmou.

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