Confraria quer o “bucho” mais presente nos restaurantes de Arganil
Colocar o bucho, como especialidade gastronómica nas ementas de mais restaurantes, “sem lhes desvirtuar a essência”, é o objetivo da Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil.
De acordo com o que foi anunciado no XII Capítulo da Confraria – que teve lugar na Nossa Senhora do Mont’Alto no passado sábado – vai realizar-se uma “jornada de reflexão” sobre “o modo como os buchos que identificam o nosso concelho podem ser integrados no processo culinário que é utilizado nos nossos restaurantes”.
Destacando a existência de “conterrâneos ligados às mais importantes redes hoteleiras”, a mordomo-mor Fernanda Maria Dias referiu que é preciso refletir em conjunto sobre “o papel efetivo que a Confraria do Bucho de Arganil pode desempenhar neste território”, existindo já há 16 anos, alicerçada em dois “buchos ancestrais”, que são os de Vila Cova de Alva e de Folques.
Diagnóstico dos 16 anos de existência da confraria
“Estabelecer um ponto de situação, um friso cronológico, do antes e do depois da existência da Confraria”, é o objetivo de um diagnóstico sobre “o papel que tem vindo a desempenhar no âmbito do desenvolvimento local”, designadamente na produção dos buchos, “que voltaram à mesa de degustação”. Isso criou novos postos de trabalho e incentivou a presença da referida iguaria “nas ementas dos restaurantes locais”.
Por outro lado, foi destacada a ação filantrópica da Confraria, com a dirigente a lembrar que, “desde o ano de 2017, que a Confraria tem atribuído donativos financeiros a algumas instituições sociais locais, designadamente aos Bombeiros Voluntários de Arganil, Bombeiros Voluntários de Coja, APPACDM e para as obras da Capela do Menino da Ladeira”.
“Mas, prometemos voltar para ajudar e aqui estamos”, frisou, enaltecendo ainda a promoção do turismo religioso.
Volta por todo o concelho
Recordando que a Confraria “já visitou quase todas as freguesias, Fernanda Maria Dias quer “repensar a melhor maneira de continuar o caminho, num território que é o nosso, respeitando sempre a letra e o espírito dos estatutos da Confraria, mas envolvendo-nos mais localmente, alimentando parcerias e criando uma correlação de forças potenciadora de novas sinergias”.
Congratulando-se por este XII Capítulo ter sido “um sucesso”, já que contou com a presença de 120 pessoas, incluindo a representação de 24 confrarias do país, a mordomo-mor lamentou apenas “o temporal intenso que não permitiu fazer a foto de família e o cortejo”.
Ressalvando que, neste capítulo, foi entronizado o confrade de honra padre Lucas Pio, reitor de Arganil e pároco do concelho, a dirigente afirmou que “é, neste momento, uma figura proeminente e acarinhada no seio arganilense, pelo seu exemplo de obreiro, pelo seu entusiasmo, pelo seu pragmatismo, pela sua visão e pelo carinho que tem colocado nas obras que tem levado a cabo”.


