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Costa destaca competitividade da economia portuguesa em Fórum com a Argélia

24 de às 11h57
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O primeiro-ministro destacou hoje a competitividade da economia portuguesa, com um crescimento do PIB de 6,7% em 2022 “muito suportado na dinâmica exportadora”, e defendeu que, “quando as coisas correm bem”, não se deve “mudar de caminho”.

No final de um discurso em francês na sessão de abertura do Fórum Económico Portugal-Argélia, que decorreu hoje em Lisboa, António Costa dirigiu-se em português aos empresários nacionais para salientar que o crescimento da economia portuguesa tem sido “muito suportado” no investimento das empresas e na sua “dinâmica exportadora”.

A economia portuguesa é hoje “claramente uma economia competitiva, internacionalizada, fortemente virada para o exterior e só isso explica que, pela primeira vez na nossa história, 50% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) tenha sido de exportações”, declarou, referindo-se ao ano de 2022.

Costa sublinhou que esse nível de exportações foi atingido num ano “em que o PIB não foi pequeno”, tendo crescido 6,7%, “o terceiro maior crescimento em toda a União Europeia”, e acrescentou que, no primeiro semestre deste ano, o país mantém “um forte ritmo de crescimento”.

“Portanto, aquilo que há a fazer, quando as coisas correm bem, é não mudar de caminho, prosseguir nesse caminho, procurar percorrer esse caminho com mais energia, com mais força, com mais determinação”, disse.

Abordando depois a presença de empresários argelinos no Fórum Económico Portugal-Argélia, António Costa destacou que a Argélia é a “quarta maior economia africana” e apelou a que as empresas portuguesas aproveitem a oportunidade de se desenvolver nesse mercado.

“Aquilo que devemos compreender é que temos as portas abertas para termos uma nova oportunidade de reforçar a vossa capacidade de crescer, significa de o país se desenvolver, ser mais próspero, maior gerador de emprego e de melhores rendimentos e prosperidade”, disse, tendo o Presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, a ouvi-lo na plateia.

Antes, na parte do discurso em francês, Costa destacou que, apesar do choque económico provocado pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, “a economia portuguesa tem uma recuperação sólida” e as empresas nacionais têm “demonstrado uma resiliência muito forte”.

Intervindo depois de Costa, o Presidente argelino sublinhou, “do fundo do coração”, que Portugal “é um grande país amigo” e pelo qual tem “uma grande estima”, em particular por ser “um país extremamente resiliente”.

“É um país que ultrapassou todos os maus momentos com um sorriso, com uma vontade de fazer, de fazer melhor e de sair das crises, de conseguir sair de todas as crises”, salientou.

Dirigindo-se também aos empresários presentes na plateia, Abdelmadjid Tebboune salientou que há muitas empresas portuguesas que “trabalham à vontade” na Argélia, sobretudo tendo em conta que entrou em vigor uma nova lei sobre o investimento, “muito liberal e protetora”.

“É verdade que, durante um tempo, a lei sobre o investimento trocava praticamente todos os anos, o que não era bom, porque o investimento precisa de leis que durem. Por isso é que tomei a decisão de fazer com que a nova lei sobre os investimentos seja intocável durante dez anos”, disse.

Para o chefe de Estado argelino, a estabilidade dessa lei garante que os investidores na Argélia tenham agora “a possibilidade de assegurar retornos sobre os seus investimentos”.

“Por isso, motivo os nossos amigos portugueses, os empresários portugueses e argelinos, a entenderem-se num futuro comum económico, tendo em conta que as relações políticas e sociais são muito fortes com Portugal”, salientou.

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