Crise atual preocupa associações mutualistas
O presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, mostrou-se ontem preocupado com a crise atual. Em entrevista aos jornalistas, à margem do 11.º Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas que ontem se realizou em Coimbra, o responsável disse que o atual panorama é “bastante preocupante”, mas mostrou-se confiante na resposta que o Governo irá dar às preocupações já evidenciadas por este setor.
Segundo o dirigente, “o Ministério do Trabalho já estará a preparar medidas que possam ajudar as instituições, porque elas estão neste momento a passar por situações terríveis”. O aumento dos combustíveis, da eletricidade e do gás e, consequentemente, dos produtos estão, na sua opinião, a asfixiar financeiramente as instituições sociais, que continuam apenas a receber o valor aprovado em janeiro deste ano. “Quando existem crises, somos nós os militares que estamos na primeira linha do apoio aos mais necessitados. É importante que o Governo reconheça esta força e nos apoie de forma a mantermos a paz social”, frisou.
As preocupações passam, ainda, pela falta de respostas, ao nível dos concursos, para a recolocação de equipamento nos espaços para as crianças, juventude e 3.ª idade e na área da saúde. “Não há, da parte do Estado, qualquer medida que potencie o segmento da recolocação desses equipamentos, porque estamos a falar de instituições mais que centenárias e que necessitam também de ter apoios do Estado”, disse o responsável. No encontro de ontem, que juntou meia centena de técnicos de associações mutualistas, Luís Aberto Silva referiu que foram dadas a conhecer as diversas oportunidades existentes no próximo quadro comunitário Portugal 2030 e no programa Portugal Inovação Social.
Para tirar as dúvidas e esclarecer os presentes, estiveram na Casa da Mutualidade técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social. “Estão cá para esclarecer e ajudar a potenciar as instituições”, afirmou.
Ana Cortez Vaz, vereadora com o pelouro da ação social da câmara de Coimbra, e António Martins de Oliveira, presidente da direção da A Previdência Portuguesa, recordaram a importância deste setor no apoio social.


