Custos da Jornada da Juventude devem ser discutidos “com seriedade”
O presidente da Câmara de Coimbra lamentou a forma “destrutiva” como estão a ser debatidos os custos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e defendeu que, se esse espírito prevalecesse no passado, Portugal não teria atualmente qualquer monumento.
“Entristece-me um pouco a forma como estão a ser discutidos os custos da Jornada Mundial da Juventude. Não que os custos de tudo não devam ser devidamente debatidos e rigorosamente controlados, mas a forma destrutiva como está a ser feito este debate”, referiu.
Na sua intervenção na abertura das V Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, que decorrem no Seminário Maior até amanhã, José Manuel Silva defendeu que o tema deve ser discutido com seriedade e respeito, não só pela época que se vive, mas acima de tudo “por aquilo que cada investimento traz ao país e deixa como legado para as gerações futuras”.
“Se esse espírito [destrutivo] prevalecesse no passado, nós hoje não teríamos nenhum monumento no nosso país, pois qualquer monumento construído teve uma realidade extraordinariamente despesista para a época em que foi construído. Se prevalecesse a mentalidade com que estão a ser debatidos estes custos, nós não teríamos, por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, entre muitos outros monumentos”, sustentou.
O autarca aproveitou a ocasião para realçar que a Jornada Mundial da Juventude irá mobilizar e juntar em Lisboa milhares de jovens peregrinos, estando o Município de Coimbra, “desde a primeira hora, empenhado no apoio a este evento”.
“Tudo faremos para proporcionar a estes jovens uma experiência gratificante e acolhedora. Em abril, iremos receber em Coimbra os símbolos da jornada, que estamos a preparar, com todo o cuidado, de modo a acolher este momento com respeito e a dignidade que merece”, prometeu.
Turismo cultural e religioso
Momentos antes, o secretário de Estado do Turismo tinha defendido que o turismo cultural e religioso é um produto turístico estratégico para o país, e o apelo para que se potenciem sinergias e se trabalhe mais em rede nesta área.
“Na nossa ambição de ter um turismo mais coeso e mais sustentável, há uma área que é estratégica para o país, que é o turismo cultural e religioso. O turismo cultural e religioso é um produto turístico estratégico do nosso país, que vamos continuar a valorizar e afirmar”, destacou.
Durante a abertura das jornadas, Nuno Fazenda vincou que o turismo cultural e religioso é “inquestionavelmente uma prioridade do governo em matéria de turismo”.
As V Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo decorrem até amanhã e são promovidas pela Pastoral do Turismo – Portugal (PTP), sob o tema “A caminho de uma Pastoral Laudato Si”.


