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D. Virgílio Antunes pede perdão às vítimas de abuso sexual

20 de às 09h39
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A recente divulgação do relatório da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja Católica em Portugal não passou ao lado da mensagem para a Quaresma do Bispo de Coimbra. D. Virgílio Antunes começa por questionar a forma de transmissão da fé a todos (neste período) “quando entramos na Quaresma marcados pela vergonha e pela dor dos abusos sexuais cometidos contra crianças no seio da nossa Igreja?”. O prelado reconhece que a resposta não é fácil, pois “se acreditamos no amor de Deus que tudo vence, vemos com clareza o mal e o pecado na nossa Igreja a clamar por redenção”.
“Pedimos perdão a todas e a cada uma das vítimas, na esperança de que acolham a verdade dos nossos sentimentos; garantimos-lhes a nossa solidariedade e acolhimento, como contributo para ajudar a reparar os danos humanos, morais, e espirituais que persistem nas suas vidas; asseguramos que tudo faremos para que não tenham lugar na Igreja os abusos que agora conhecemos”, disse.
A Quaresma tem início na próxima quarta-feira, 22 de fevereiro, altura em que na Diocese de Coimbra é feita a imposição das cinzas pelas 21H00 na Igreja da Sé Nova. A celebração será presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes.
Sobre este período de preparação para a Páscoa no calendário católico, o prelado indica que este tempo deve ser visto como o caminho de “penitência, da conversão, da purificação e da santidade de vida”, na procura da “justiça e do amor”. Até porque “sem verdade de vida não se transmite a fé e tudo o que se fizer ou disser sem verdade, sem justiça e sem caridade soa a vazio e não entra no coração”.
Na mensagem, que se encontra publicada na página da internet da diocese, D. Virgílio Antunes refere que a Páscoa só será transformadora “quando cada um (dos cristãos) estiver decidido a passar pela paixão e pela cruz própria e dos outros”. E explica porquê: “sentimos presentes no nosso mundo muitos lugares de paixão e toca-nos dramaticamente a experiência de morte que chega por causa da guerra, dos sismos e das injustiças humanas. Vemos a esperança e a alegria de viver a morrer ao nosso lado, na nossa Igreja e na humanidade”.

Renúncia Quaresmal

Como acontece todos os anos, a Diocese de Coimbra anuncia nesta mensagem por onde se reparte a renúncia quaresmal. Este ano, são duas as finalidades que serão divididas em partes iguais: apoio à ação pastoral no Estabelecimento Prisional de Coimbra e apoio às vítimas do sismo na Turquia e na Síria. Ao mesmo tempo, D. Virgílio Antunes – que este fim de semana presidiu a um encontro de acólitos da diocese – informa ainda que durante a Quaresma fará “visita aos jovens residentes em casas de acolhimento” existentes na Diocese.
Sobre os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que em abril vão estar na Diocese de Coimbra, D. Virgílio Antunes convida os jovens a acolher os símbolos e desafia-os “a viverem a Quaresma e a Páscoa com sinais claros de arrependimento e conversão”.

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