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Demitiram-se quatro membros da direção da Cáritas

21 de às 10h31
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A Cáritas Diocesana de Coimbra está sem direção. A 6 de junho, quatro diretores apresentaram a demissão, ficando apenas o presidente, Manuel Antunes. O bispo de Coimbra, que tutela a instituição, aceitou as renúncias e convidou o médico a manter-se, o que este também aceitou.
Helena Afonso (secretária), João Bento (tesoureiro) e Alberto Jegundo da Cunha e Domingos Xavier Viegas (vogais), são os quatro membros da direção que apresentaram a demissão.
A notícia, ontem avançada pelo Campeão das Províncias, foi confirmada ao DIÁRIO AS BEIRAS pelo professor universitário jubilado e especialista em fogos florestais, que se escusou, no entanto, a prestar mais declarações.

 

Notícia completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS de 21/06/2023

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1 Comentário

  1. Linda Gomes diz:

    Caro Colaborador da Cáritas Diocesana de Coimbra.

    Como é do seu conhecimento certamente, no passado dia 6 de junho, os quatro membros da Direção da CDC que subscrevem este documento, apresentaram ao Professor Manuel Antunes, Presidente da Direção da Caritas e ao Senhor D. Virgílio, o seu pedido de demissão dos respetivos cargos.

    Temos conhecimento de que este pedido foi atendido pelo Senhor Bispo, que nos comunicou, no passado dia 15, a decisão de manter o Professor Manuel Antunes no exercício do cargo de Presidente da Direção até o final do mandato, e manifestou a intenção de promover a nomeação de novos nomes para substituir os quatro elementos demissionários.

    Este nosso pedido de demissão, que surge a cerca de um ano do final do mandato, resulta de um processo de tomada de decisão que entendemos que deve ser manifestada aos Colaboradores da Caritas, pelo menos aos que mais de perto lidaram connosco e que têm nas suas mãos o trabalho de, no dia a dia, levarem por diante esta instituição com tanto carisma e história de prestação de serviço à Sociedade e à Igreja. Como compreenderão, não se tratou de uma decisão fácil ou tomada de ânimo leve. Poderá parecer a alguns uma desistência, num momento que sabemos que é difícil para a CDC, como o é para muitas outras instituições congéneres.

    A nossa demissão é um ato de gestão, pretende ser um sinal interno e externo, que as coisas não estavam bem na Direção da Caritas, para que quem de direito, incluindo o Presidente, retire desse facto as devidas consequências.

    Não houve em qualquer momento, dentro da Direção, – nem poderia haver – qualquer divergência entre nós sobre os princípios fundamentais da Caritas, da sua Missão ou do seu Modus Operandi. Houve sim, uma discordância acerca do modo de funcionamento dos órgãos de gestão, da participação e colegialidade das tomadas de decisão e, do prosseguimento das decisões tomadas. Face a reiteradas tentativas dos signatários, para corrigir este processo e imprimir um cariz mais consensual, consistente e estratégico à gestão da Caritas, reconhecemos que a partir de determinada altura a nossa permanência na Direção estaria a validar um processo de gestão com o qual não podemos estar de acordo.

    Temos conhecimento de que, apesar da conjuntura difícil que a Caritas e o País atravessam, a situação interna da Caritas do ponto de vista financeiro, nesta altura do ano, está bem encaminhada. Sabemos que persistem outros problemas, como os de motivação pessoal, de descongelamento de carreiras profissionais e de atualização salarial, bem como a falta de (re)organização de alguns serviços, implementação de reformas estruturais e sinergias nos processos e na operação. Procurámos, a devido tempo, e com as informações que recolhemos interna e externamente, abordar e encontrar resolução para esses problemas. Entregámos para esse efeito, um memorando ao Professor Manuel Antunes com a nossa contribuição para se encontrar essas soluções de curto prazo. Foram, no passado recente, aprovados documentos estruturantes e outros estão em curso, como sejam, o Plano de Reorganização dos Recursos Humanos, o Plano de Negócios da Clínica de Reabilitação, um Painel de Indicadores de Gestão – Dashboard e Tableau de Bord da Cáritas, a reconfiguração de um SAD inovador e competitivo, o projeto de dinamização do gabinete de Inovação, etc. cuja implementação, impactam no processo de melhorias da gestão da CDC e gerador de valor acrescentado.

    Fazemos votos, de que os que vierem a seguir consigam empreender as mudanças que toda a comunidade Cáritas reclama como indispensáveis e, construir na Direção da Caritas o ambiente de trabalho colegial e sustentado numa comunicação aberta, que nós não lográmos, para que, com o trabalho de todos os colaboradores se continue a construir uma instituição de referência que a CDC é na Diocese e no País.

    Aproveitamos para agradecer a todos os Colaboradores, que com a sua dedicação e espírito de serviço, têm engrandecido a Caritas, todo o apoio e estima pessoal que nos concederam, desejando que assim continuem. Desejamos ainda, que consigam diariamente renovar forças e inovar, para com o vosso sorriso, sabedoria e esforço proporcionem aos idosos, às crianças, aos jovens, às famílias dos utentes e aos vossos colegas de trabalho, o espírito da Cáritas que o Reverendo Pe António Sousa que “inspirado e inspirador” tão bem interpretou e implementou na realidade concreta da Diocese de Coimbra.

    Fazemos votos que haja perceção para continuar no mesmo espírito.

    A todos, com reconhecido agradecimento, a nossa justa homenagem.

    Coimbra, 20 de junho de 2023

    Helena Afonso

    João Bento

    António Cunha

    Domingos Viegas

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