Dragagens de 1,5 milhões de metros cúbicos em três anos na Figueira da Foz
Foi assinado ontem o contrato para dragagens de manutenção e prevenção de 1,5 milhões de metros cúbicos de areia para os próximos três anos, na barra, no canal de navegação e na bacia de manobras do Porto da Figueira da Foz, por 4,5 milhões de euros. Os sedimentos serão depositados na Praia da Cova, que tem estado sob forte erosão costeira.
O auto de consignação da empreitada foi assinado entre a administração do Porto da Figueira da Foz e a empresa dinamarquesa Rohde Nielsen A/S, nas instalações da administração portuária daquela cidade. As dragagens deverão começar nos próximos 20 dias, se o estado do mar permitir. No mínimo, de acordo com o contrato, serão dragados 100 mil metros cúbicos de areia em cada operação levada a efeito.
“Em situações normais, os trabalhos deverão ser iniciados no prazo máximo de 21 dias, contados da interpelação. Em situações de imperiosa urgência, esse prazo máximo será de sete dias”, ressalva o contrato. O concurso público internacional foi lançado pela anterior administração portuária.
Prioridade para a segurança
O atual e recém-empossado presidente do conselho de administração dos portos de Aveiro e Figueira da Foz, Eduardo Feio, afirmou, na assinatura do contrato plurianual de dragagens, que, para a equipa que lidera, “a segurança é fundamental”.
A esta operação, frisou Eduardo Feio, seguir-se-ão procedimentos mais complexos, referindo-se aos shots de 100 mil metros cúbicos e três milhões de metros cúbicos de areia e ao sistema mecânico permanente de transposição de areias (bypass), de norte para sul da barra.
Estas medidas de mitigação da erosão costeira e do excesso de acumulação de sedimentos a norte do molhe norte, ou seja, no areal urbano, deverão começar em 2024, sendo da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente. O Município da Figueira da Foz e a administração dos portos de Aveiro e Figueira da Foz contribuem com apoio financeiro.
Na Figueira da Foz convergem a marinha mercante, o porto de pesca e atividades marítimas e fluviais de desporto e lazer. O assoreamento da barra e do canal de navegação tem afetado, sobretudo, a segurança das embarcações de pesca e a atividade portuária.
“Bom augúrio”, disse Santana Lopes
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, na cerimónia de assinatura do citado auto de consignação, frisou que, devido à falta de condições de navegabilidade na infraestrutura portuária local, operadores de várias linhas de contentores tiveram de desviar as operações portuárias para outras zonas do país, sobretudo, para Setúbal.
Por isso, destacou que “é um bom augúrio a nova administração portuária começar assim”, disse Santana Lopes. “Os desafios (para a administração portuária) são vários e muito grandes, mas nada é possível sem o isto que aqui foi feito”, acrescentou o autarca, referindo-se ao contrato para as dragagens plurianuais.
A Comunidade Portuária da Figueira da Foz foi representada na cerimónia por Paulo Mariano. O agente e operador portuário considerou o programa de dragagens para os próximos três anos “muitíssimo importante” para a atividade marítima e portuária locais.


