Dueceira incentiva o comércio entre produtore
Vender e comprar em proximidade, designadamente produtos alimentares, é uma nova tendência de consumo, com benefícios na redução dos custos de transporte, menor consumo de combustíveis e maior sustentabilidade ambiental.
É neste contexto que se vai realizar na Lousã, na tarde de 8 de novembro, a sessão de lançamento do projeto de cooperação interterritorial “3C – Cooperar em Circuitos Curtos”.
É uma iniciativa do grupo de ação local (GAL) Dueceira, que pretende introduzir neste território (Lousã, Miranda do Corvo, Penela e Vila Nova de Poiares) a metodologia PROVE, apresentado como o circuito curto agroalimentar com maior sucesso em Portugal.
O encontro é aberto ao público e de acesso gratuito, contando com a presença do diretor da Agricultura e Pescas da Região Centro, representantes dos GAL DUECEIRA, ADER-SOUSA (entidade coordenadora) e das parcerias locais Activar, Arcil e Aflopinhal.
A organização quer desenvolver “uma economia de proximidade, mais solidária e equilibrada, estimulando o empreendedorismo em meio rural”.
De acordo com a informação prestada ao DIÁRIO AS BEIRAS, pretende-se “a autonomia e a capacitação dos produtores agrícolas” através da referida rede PROVE, que já tem em Portugal 89 núcleos, compostos por 96 produtores, que distribuem mais de 24 mil cabazes mensalmente, em 137 locais diferentes, o que resulta em cerca de 2,5 mil toneladas de produtos vendidas e um volume de negócios de cerca de 3,3 milhões de euros anuais.
Custo de combustíveis estimula o comércio local
A direção da Dueceira, presidida pelo Município da Lousã, cujo autarca é Luís Antunes, defende que “este é o momento para reforçar e alargar esta rede em número de produtores e de consumidores, pois verifica-se que, na sequência da covid-19, tem havido um grande aumento pela procura desta forma de comércio”.
As cadeias de produção/consumo curtas têm ainda a vantagem de identificar a origem dos produtos, cujos responsáveis têm um “rosto” e uma “voz”, criando-se “laços de confiança e amizade entre quem produz e quem consome”.
A Dueceira conclui que, “apesar dos consumidores dos centros mais urbanos estarem mais disponíveis para este tipo de comércio, os das vilas pequenas e médias ainda não estão tão sensibilizados para o consumo local, o que denota falta de comunicação junto destas populações”.


