Empresas de pequena e média dimensão ontem galardoadas
O total de empresas PME Excelência ontem galardoadas – em função dos dados contabilísticos de 2021 – ascende a 3.881, 163 das quais com sede em 17 dos 19 concelhos da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), sendo que dois desses municípios não registam nenhuma empresa neste ranking.
Trata-se de um crescimento de 43% face ao ano anterior, com o total das referidas empresas a atingirem um volume de negócios superior a 563 milhões de euros,114 milhões dos quais em resultado de exportações.
A cerimónia de reconhecimento de mérito destas estruturas empresariais teve ontem lugar no Exposalão Batalha, onde esteve presente o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva.
Ministro otimista quanto ao crescimento da economia
O governante destacou a previsão de crescimento de 6,5% da economia portuguesa no final do corrente ano, repetindo o que havia afirmado na sua intervenção no último dia do debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado para 2023, em que destacou o comportamento positivo da economia portuguesa ao longo deste ano.
“Vamos chegar ao fim do ano com as exportações a representarem 49% do Produto Interno Bruto (PIB) português”, salientando que destes 49% do PIB, 20% correspondem ao turismo.
Os outros setores industriais a que o governante se referiu ontem foram a metalomecânica e fabrico de máquinas, têxteis, calçado, tecnologia e software.
Dirigindo-se a uma sala com mais de um milhar de empresários presentes, António Costa Silva garantiu que “o Ministério da Economia vai colocar as empresas no centro do desenvolvimento económico do país”, passando a definir prioridades, sendo que “a primeira de todas é a qualificação profissional e a educação, que é o investimento mais reprodutivo”, destacando o facto de Portugal ter já atingido 47,5% dos trabalhadores com qualificação superior. Na sua perspetiva, “a segunda alavanca para as empresas é a capitalização, de forma a terem acesso a recurso ficenanceiros”.
O papel do Banco Português do Fomento
Neste contexto, revelou ter esperança de que o Banco Português do Fomento (BPF), liderado por Celeste Hagatonge Ana Carvalho, possa assumir uma função determinante, em complemento com a banca comercial que, aliás, estava significativamente representada no evento, uma vez que os prémios PME Excelência têm como parceiros nove bancos portugueses.
O BPF vai fazer a gestão da distribuição de 1.600 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no apoio a projetos empresariais de médio e longo prazo, em que a banca comercial tem mais dificuldade de financiar.
O ministro da Economia e do Mar sublinhou que o terceiro grande eixo estratégico é o investimento em inovação, com 1,69% do PIB, mas que o Governo quer fazer crescer para 3% até 2030.
“No cimo de tudo isto estão as 51 agendas mobilizadoras do PRR, vocacionadas para a reconfiguração do tecido industrial”, concluiu António Costa Silva, defendendo a aceleração tecnológica, transição energética, inovação , energias renováveis e biomateriais.
Empresas PME Excelência empregam 123 mil pessoas
Cerca de 1/4 das 3.881 empresas galardoadas como PME Excelência estiveram representadas na sessão de ontem, responsáveis por 123.140 postos de trabalho por todo o país, o que demonstra a sua “robustez e resiliência, num exercício marcado por enorme incerteza e que exigiu rápida adaptação e, em simultâneo, gestão prudente”, destacou o IAPMEI, atualmente designado como Agência para a Competitividade e Inovação.
As PME Excelência resultam de uma seleção do universo global das 11.228 empresas distinguidas com o Estatuto PME Líder 2021, com base nos seus “níveis de solidez e de desempenho económico-financeiro”.
Estatuto empresarial foi criado há 14 anos
O estatuto PME Líder foi lançado pelo IAPMEI em 2008 com o objetivo de “distinguir empresas com perfis de desempenho superiores, conferindo-lhes notoriedade e criando-lhes condições otimizadas de financiamento para desenvolverem as suas estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva”.
Estes galardões pretendem “melhorar o perfil de risco e incentivar as empresas na concretização da sua ambição estratégica”, conferindo “visibilidade ao seu mérito no mercado e contribuindo para a criação de um enquadramento estimulante ao desenvolvimento das suas atividades”.
O aumento de notoriedade permitirá às empresas diferenciarem-se nas suas relações com o mercado”, garante o IAPMEI em conjunto com o Turismo de Portugal e as instituições bancárias parceiras, com “alargamento da oferta de produtos e serviços financeiros”.
A facilidade de acesso a soluções de financiamento nas melhores condições de qualidade e preço materializam-se, por exemplo, na oferta específica de cada um dos bancos parceiros, condições favoráveis nas Linhas de Crédito PME Crescimento e o desenvolvimento de condições para acesso aos mercados de capitais.


