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Entrevista: Triatlo: Multisport prepara candidatura mundial

13 de às 11h43
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De 8 a 11 de junho Coimbra será invadida pela elite do triatlo nacional e não só. Este ano, na 3.ª edição do Coimbra Multisport Weekend, não há taça da Europa, mas há provas e percursos novos para preparar uma candidatura a uma Taça do Mundo ou uma outra prova do circuito mundial para o próximo, em vésperas da realização dos Jogos Olímpicos de Paris. Triatlo, duatlo, corrida e muito mais é o que se pode esperar de um fim de semana que já ganhou estatuto de incontornável no mês de junho, em Coimbra

Estamos a dois meses da 3.ª edição do Coimbra Multisport Weekend. É um evento em afirmação?
Na 1.ª edição tudo era uma incógnita, mas os objetivos estavam lá muito em cima. Logo na estreia, conseguimos trazer a Taça da Europa para cá. Correu tudo tão bem que voltamos a ter a Taça da Europa na 2.ª edição… e, no final do ano passado, a Federação Portuguesa de Triatlo e a Câmara de Coimbra comprometeram-se com o desejo de trazer para cá a Taça do Mundo a breve prazo.
É um projeto que gostaríamos de concretizar em 2024.

Esta ano não vamos ter a Taça da Europa…
Não. Eu penso que nunca tinha acontecido organizar uma Taça da Europa no ano de estreia de uma prova e tivemos esse voto de confiança da ETU [União Europeia de Triatlo], que ficou maravilhada com este espaço e custou-lhes acreditar que nunca cá tinha havido provas de triatlo nem perceberam porque é que não havia muitos praticantes.
Pensando na Taça do Mundo, achámos que também seria bom ter uma edição só com o campeonato nacional, porque a Taça do Mundo, ou o Camepeonato do Mundo ou o WTCS [circuito mundial de trialto] – várias provas onde nos poderíamos incluir – têm outras características, com distâncias diferentes. Deixaríamos de ter a distância Sprint para ter a distância Standard ou Olímpica.
2024 é ano de Jogos Olímpicos e quisemos ter aqui, já este ano, essa distância Standard, que é a novidade, para ter atletas a testar, o que reforça a nossa candidatura.
Quando formalizarmos a candidatura junto da ITU podemos dizer os resultados das provas

O que representa ter em Coimbra uma prova do circuito mundial?
Se for o WTCS estamos a falar de um circuito com seis provas no mundo. Estamos a falar dos tops de atletas mundiais.
Só em prémios estamos a falar de 65 mil euros. É uma competição muito exigente financeiramente.

Depois da novidade e da confirmação, 2023 será um ano de consolidação?
A ideia é manter a prova de corrida, a Summer Run, que acho que é uma prova de futuro.
Não é nosso objetivo ter aqui 10 mil pessoas. Queremos uma prova no centro da cidade e em multivoltas, para aproximar a prova de Coimbra.
Uma das grandes dificuldades é o cruzamento dos traçados.

São muitas provas em três dias…
Sim, estamos a falar de 19 provas no total.

Aquabike, duatlo, triatlo, corrida…
Sim, e ainda o neon night swim, que é uma prova que continuamos a acarinhar muito. E já não há muito mais para diversificar.
Podíamos ir para outras modalidades e, aliás, até há uma prova muito boa em Espanha que dura mais de uma semana e, durante esses dias, exploram ao máximo todas as potencialidades do rio. Era algo que gostava de fazer aqui, juntando todos os desportos que têm aqui provas dispersas durante três ou quatro meses no verão.
Eu penso que o efeito de massa funciona muito melhor. Ter aqui 10 modalidades, como remo, águas abertas, polo aquático, etc., com provas a contar para os campeonatos nacionais, teríamos aqui um efeito de bola de neve.

Vai haver muitos atletas em prova em simultâneo?
O pico vai acontecer no sábado, com cerca de mil pessoas na estrada a pedalar ao mesmo tempo.

Qual é a previsão de atletas para os três dias?
Estamos muito dependentes das confirmações da Summer Run, porque, normalmente, se inscrevem nos últimos dias.
Mas penso que não andaremos muito longe da realidade se disser que vamos andar entre os 1.500 e as 2.000 pessoas.

Mais se houvesse a Taça da Europa?
A Taça da Europa tira-nos atletas, obviamente, mas há um número muito limitado de participantes. Na Taça da Europa o máximo de inscrições é de 100 para homens e 75 para mulheres. Aqui a diferença é sobretudo no espetáculo, porque é malta que anda depressa… e é bonito de se ver. No universo de 1.200 ou 1.300 não é significativo.
A Taça do Mundo já traz mais gente e, sobretudo, tem mais gente a ver.

Ler entrevista completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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