Escola de Turismo ofereceu almoço no IPO
A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra deu ontem um “miminho” durante o almoço no Instituto Português de Oncologia de Coimbra (IPO). Os dois chefs, em conjunto com 14 alunos do segundo ano do curso de Técnica de Cozinha – nível 4, confecionaram uma refeição completa para 250 funcionários na cantina e muitos doentes nos seus quartos.
Ana Vaz, administradora hospitalar e responsável pela hotelaria no IPO, explicou o porquê desta aposta do estabelecimento de saúde.
“É a segunda colaboração que temos com a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Este ano oferecemos um almoço de Reis. Este almoço é uma aprendizagem para os nossos serviços de nutrição e dietética porque têm a oportunidade de aprender e estar sob orientação de dois chefs. Além disso, é a oportunidade para darmos um “miminho” aos nossos doentes e funcionários”, esclareceu.
“Colocar o doente no centro do cuidar”
Para Ana Vaz esta é mais uma forma de tratar bem os doentes do IPO.
“Este almoço é mais uma forma de humanização. Nós quisemos envolver os nossos doentes nas nossas comemorações dos 60 anos. Queremos pôr o nosso doente no centro do cuidar”.
Margarida Ornelas, presidente do Conselho de Administração do IPO Coimbra, realçou a humanização da atividade.
“É muito gratificante porque nos abrimos à comunidade. Por outro lado, os nossos doentes tiveram um momento especial, tiveram uma refeição diferente. Estamos a traduzir os melhores cuidados de uma forma humanizada”, vincou.
A administradora hospitalar olha também para a oportunidade que os alunos têm com esta experiência solidária.
“Para os alunos da escola de hotelaria acho que também é muito interessante porque têm a possibilidade de integrarem a nossa equipa do serviço de alimentação e perceberem a dinâmica de uma cozinha hospitalar”, disse.
Almoço dá bagagem aos alunos de hotelaria
Também Nuno Profírio, chef da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, reiterou a importância do evento para os jovens, explicando as exigências deste contexto.
“É muito importante para mostrarmos aos nossos alunos uma variante da alimentação, a alimentação hospitalar. Neste contexto, os cuidados devem ser muito maiores com os doentes. Cada doente tem a sua especificidade na alimentação”.


