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Figueira da Foz: Conclusão das obras do Paço de Maiorca custam mais de cinco milhões de euros

10 de às 09h27
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DB/Foto de Jot’Alves

De acordo com a avaliação promovida pela Câmara da Figueira da Foz, a conclusão da reabilitação do Paço de Maiorca custa mais de cinco milhões de euros. As obras foram canceladas em 2011, já numa fase avançada da empreitada, numa altura em que o município se deparava com problemas financeiros.
Tendo em conta o valor em causa, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da autarquia, Santana Lopes, reiterou aquilo que vem dizendo, ou seja, o município deverá optar pela venda do imóvel histórico classificado. “Seriam necessários mais de cinco milhões de euros. É muitíssimo dinheiro. A venda é uma hipótese forte. É a mais provável”, defendeu o autarca.
Santana Lopes afirmou que, cada vez que visita o imóvel e se depara com as obras inacabadas, sai de lá “verdadeiramente incomodado”. E acrescentou: “Esse assunto é tão grave, que acho extraordinário que ninguém deu por ele. As pessoas gostam de falar da Quinta das Olaias, de jardins, de árvores, de sondagens… Agora, de crimes contra o património… Aquilo que ali está… Eu nem digo nada”.
O atual executivo da Câmara da Figueira da Foz, em 2022, poucos meses após o início de funções, promoveu visitas guiadas ao interior do imóvel. À saída, os visitantes não poupavam nas críticas aos decisores políticos que permitiram deixar o Paço de Maiorca no estado em que se encontra.

“Não posso deixar aquilo cair por irresponsabilidade”

Entretanto, o município foi condenado a pagar cinco milhões de euros aos credores das obras e poderá ter de pagar mais um milhão às Finanças. O ex-parceiro privado da câmara, que integrava a sociedade criada para a reabilitação e reconversão do imóvel em unidade hoteleira, recentemente, também recorreu à justiça para reclamar uma indemnização.
Acerca do destino a dar ao Paço de Maiorca, Santana Lopes ressalvou que “ainda não foi tomada a decisão final”. Quando chegar a altura de decidir, afiançou, serão auscultadas a câmara e a Assembleia Municipal. Entrementes, anotou: “Estou curioso por saber qual é a solução que as pessoas têm para dar”.
Uma coisa é certa, garantiu: “Não posso deixar aquilo cair por irresponsabilidade. O Paço de Maiorca é um dos assuntos mais dolorosos. Mexe muito comigo. Aquilo é tão grave, que há uma série de pessoas que devem estar caladas”.
Se for para vender, admitiu Santana Lopes, o imóvel, adquirido no seu primeiro mandato autárquico na Figueira da Foz (1997 – 2002), poderá ser para a área do turismo, ambiente, formação ou educação. “Desde que seja uma utilização respeitável e se enquadre com a natureza do edifício”, ressalvou o autarca figueirense.

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