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Figueira da Foz: Se houver um bom projeto privado, câmara desiste do Cabo Mondego

30 de às 08h23
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Foto de Pedro Agostinho Cruz

Foi em setembro de 2022 quando o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, anunciou que havia um contrato-promessa de compra e venda do Cabo Mondego, tendo o município como comprador, por 2,1 milhões de euros. Entretanto, o dossiê tem estado sujeito a conversações com a oposição.
A primeira abordagem foi feita aos líderes das forças políticas representadas na Assembleia Municipal. Mais recentemente, os vereadores do PS manifestaram interesse em também serem envolvidos no processo. Até agora, porém, ainda não foi possível acertar agendas para o assunto pode ser debatido, também, com a vereação da oposição.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Santana Lopes fez o ponto de situação. “O Cabo Mondego está em consideração. Tem de ser agendado para decisão. Será mais uma salvaguarda. Até à decisão, vamos ter de fazer a ponderação de tudo”.
Dito isto, o autarca frisou que, se o município avançar com a compra, “uma parte” do Cabo Mondego “será explorada e financiada por privados”, devendo ser destinada a equipamentos hoteleiros, nas instalações da antiga fábrica de cal.
Por outro lado, acrescentou: “Anunciam que há interesse de privados; pois que apareçam. Se aparecerem privados, que digam o que querem lá fazer. Se aparecerem privados, a câmara não compra o Cabo Mondego. Se aparecer uma proposta como deve ser, em termos de utilização, não tenho interesse nenhum em ir-me financiar para a aquisição, prefiro que outros o façam”.

“A serra ficou como a Arrábida”

Contudo, Santana Lopes ressalvou que, se aquele património vier a ser comprado por privados, não abdicará de defender que tenha uma utilização que interesse ao município. Até porque o Cabo Mondego está classificado como monumento natural.
“Aquele sítio já passou por muitas vicissitudes: é a pedreira que abre, a pedreira que fecha… E é muita gente a mandar ali. Basta olhar para a Serra [da Boa Viagem], o que ali aconteceu durante décadas”, indicou o presidente da Câmara da Figueira da Foz. “Há um interesse do município em salvaguardar e dizer: não, quietos!”, defendeu.
Santana Lopes destacou, porém, que, “seja o que for feito lá, é com participação de autoridades públicas”. Todavia, ressalvou: “É evidente que tem de ser sempre aprovado, mas a Cimpor também foi aprovada por entidades públicas e a serra ficou como a Arrábida [em Setúbal]”.
Concluindo, para o autarca, a decisão sobre o Cabo Mondego implica uma ponderação abrangente. “A procura de uma justa composição de valores e de interesses tem de ser pesada: quanto custa, o que é que vamos lá fazer; há outros interessados?, há bons projetos?”, defendeu.

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2 Comentários

  1. Celestino Fernandes diz:

    Os Figueirenses devem estar muito atentos ao que são os interesses de Santana Lopes e os interesses da Figueira da Foz.
    Eu não aposto uma ficha neste rapaz.

  2. Filipe Rainho Tinoco diz:

    Eu sugeria que fosse colocado ali um porto de atracagem de barcos de grande porte como por exemplo navios de passageiros.
    Isso sim amigos. Daria mais turismo à Figueira.
    Tinoco

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