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Figueira da Foz: “Second Skin” com projeção internacional

03 de às 10h29
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DB/Foto de Jot’Alves

O arquiteto figueirense Pedro Daniel Santos é o autor do projeto “Second Skin” (“Segunda pele”, traduzido para o português), que implantou num edifício de escritórios e comércio da avenida Saraiva de Carvalho, na Figueira da Foz. Entretanto, diversas publicações de arquitetura, nacionais e estrangeiras, têm dedicado atenção e tecido elogios ao imóvel.
A “Segunda pele”, em termos estéticos, aderiu bem ao corpo principal e preexistente. Por outro lado, cumpre a função da arquitetura, isto é, confirma a simbiose entre a arte (criatividade) e a funcionalidade do espaço.
No entanto, como os arquitetos almejam que aconteça, a ousadia arquitetónica de Pedro Daniel Santos não é consensual. Chamam-lhe bolha, objeto voador não identificado, abscesso, entre outras alcunhas. “Com este tipo de abordagem (arquitetónica), sabíamos que ia haver quem gostasse muito e quem odiasse. O que interessa é que se fale”, afirmou o arquiteto ao DIÁRIO AS BEIRAS.
O ateliê Danielmsantos Engenharia e Arquitetura conseguiu afirmar-se, aquém e além-fronteiras, com o “Second Skin”. Além disso, conferiu uma nova referência arquitetónica à cidade onde está instalado. As reações positivas das publicações temáticas, no entanto, superaram as expetativas.

Nova referência arquitetónica na cidade

“Quisemos, e tivemos essa oportunidade, abanar um bocadinho, porque não há nada deste género na Figueira da Foz. E quisemos, ainda, dizer que aqui também se pode fazer edifícios diferentes que cumprem a função e valorizam a cidade”, frisou Pedro Daniel Santos. “Enfrentámos um edifício clássico, muito simétrico e muito bonito, e impusemos este arrojo na dicotomia entre o passado e o futuro. Acabou por correr bem”, disse ainda.
Sobre a projeção nacional e internacional do imóvel, Pedro Daniel Santos destacou uma publicação, em formato de papel, na China, além das entrevistas a jornalistas de diversos países, incluindo dos Estados Unidos da América. “Isto significa que o edifício despertou atenção”, sustentou.

Novos clientes procuram projetos diferentes

Pedro Daniel Santos afiançou que optou por não aderir a concursos de arquitetura pagos. Não obstante, por mérito do projeto, “o edifício foi um dos preferidos entre 50 mil publicações de um sítio especializado na internet, sem qualquer intervenção do ateliê”. E, acrescentou, “tem sido escolhido noutras publicações especializadas, estrangeiros e portugueses, como uma referência”.
Entretanto, começaram a chegar novos clientes, locais e de outras regiões do país. “Quando há algo icónico (como o “Second Skin”), acabamos por atrair algum tipo de clientes. Temos sido abordados por um tipo de cliente diferente daquele que temos tido, em busca de algo diferente”, revelou Pedro Daniel Santos.

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