Futsal: Académica reforça equipa feminina e vai criar sub-23
Uma década na Académica e sempre com o mesmo núcleo duro …
Sim. É curioso que, há anos, havia muito quem dissesse que na Académica ganhávamos ao nível distrital porque tínhamos as melhores jogadoras. E era verdade. Mas é preciso dizer que as tínhamos porque tivemos essa capacidade de cativar atletas e depois mantê-las cá, E eu lembro que, nessas alturas, connosco no Distrital, havia equipas do distrito de Coimbra na 1.ª Divisão Nacional, como o Ourentã ou a Venda da Luísa, que não conseguiram vir aqui recrutar. Isso significa que as nossas atletas acreditaram, seja em mim seja no projeto que estava em construção. Por isso, posso dizer que há um núcleo duro, com a Sónia Ferreira, a Mariana Rodrigues e a Bruna Dias, e outras, como a Diana Silva e a Diana Abade. Todas estão comigo há muitos anos.
Considera suficiente o plantel que formou para a Liga?
Eu acreditei sempre neste plantel para a manutenção. Nós temos 14 jogadoras de campo e quatro guarda-redes. Aliás, no início, houve quem achasse que era muito extenso, tendo em conta a bitola dos 15 habituais (12 mais três). Mas fui chamando a atenção para lesões, para a malta que estuda… O que é certo é que, desde o início da época, nunca tive o plantel todo. Tivemos algumas lesões muito prolongadas, por exemplo.
Para a próxima época, perspetivam-se muitas mudanças?
Eu não acredito em grandes revoluções de plantéis. Acho que é importante, até para quem recebemos todos os anos, que haja uma base ao nível de mística, comportamentos, de ideologia, da forma de estar, etc. Aliás, isso mesmo procurei nos outros clubes em que passei e estive mais do que um ano, como o Novasemente ou o Louriçal.
Mas vai haver novidades?
Vou conversar com toda a gente. Há várias situações em cima da mesa e recordo que nós temos uma equipa de sub-19 que foi campeã interdistrital, tudo apontando a que, no próximo ano, possa vir a competir no campeonato nacional.
Outra hipótese em aberto é a criação de uma terceira equipa, de sub-23, para o campeonato distrital e dar competição a jovens dessa faixa etária a quem reconhecemos qualidade mas que ainda não terão o contexto para a Liga Placard.
Isto implica, obviamente, um esforço para reforçar o plantel de jogadoras que possa dar para as três equipas.
Penso que é um sonho realizável e um contributo determinante para o projeto do futsal feminino da Académica.
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