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Futsal: Coimbra vence prémio fair-play em Trás-os-Montes

31 de às 11h16
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AFC

Foi com um empate a duas bolas que a Seleção Sub-17 de Futsal Feminino da Associação de Futebol de Coimbra (AFC) se despediu de Trás–os-Montes.
As conimbricenses disputaram o Torneio Interassociações em Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, juntamente com outras 19 seleções.
“Na vertente desportiva não correu como esperávamos, mas estamos a falar de uma seleção com médias de idades a rondar os 14 anos e que competiu num escalão sub-17”, admitiu o selecionador Luís Antunes, Pichel como é conhecido no futsal.
Em resumo, “o primeiro jogo não correu bem e depois a equipa teve dificuldades em reagir, mas hoje (ontem) já teve outra atitude e vontade de querer mostrar que as coisas estavam a ser bem feitas conseguindo um empate contra uma seleção que é sempre muito forte”.
Clarisse Silva e Catarina Oliveira marcaram os golos da AFC contra Setúbal. Coimbra não conseguiu, em quatro jogos, nenhuma vitória, mas, ainda assim, foi “uma experiência fabulosa”. “Objetivo é fazer as meninas crescerem, porque vêm de um contexto muito pequeno”, explica.
Em Coimbra “das sub-12 às sub-17 havia apenas 31 meninas estão em condições de serem selecionadas”. “Quatro das jogadoras selecionadas não tinham ainda feito qualquer minuto esta época, porque o torneio das juniores começa mais tarde, e muitas delas tiveram mais tempo de utilização nestes quatro jogos que no resto da época”, acrescenta Pichel.
O treinador admite que a experiência “foi fantástica”. “Não tenho dúvidas de que vai deixar marcas muito positivas em todos os que participaram”, diz.
Apesar de não ter deixado uma marca desportiva, pelo menos outra marca Coimbra deixou no torneio: “Ganhámos o prémio fair play, o que é elucidativo de que, na vertente humana, fomos extraordinários. Nada que não estivesse à espera”, diz Pichel.

Dar princípios

Esta seleção começou “há dois meses” a trabalhar junta. “Devido às dificuldades em ter meninas tivemos de fazer um trabalho de base e ensinar os princípios da modalidade. Foi louvável ver o crescimento delas neste período”, diz o treinador.
“O melhor selecionador do mundo, Jorge Braz, esteve reunido connosco e elogiou o trabalho que está a ser feito. Estamos no bom caminho. Podemos demorar algum tempo a chegar onde queremos, mas nada se consegue sem trabalho”, refere Pichel.
Para o selecionador, com uma larga experiência no futsal enquanto jogador e treinador, foi “uma estreia” no feminino. “Foi a minha primeira experiência com equipas femininas e também levo ensinamentos para o resto da minha vida. É muito gratificante trabalhar com meninas nestas idades e podermos dar o nosso cunho pessoal e desportivo para as ver crescer e chegar a outro patamar”, afirma Pichel.

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