Ginástica: “Grande família” da Académica aguarda por novidades que não surgem do Centro Olímpico
Acabada de comemorar 59 anos, feitos a 31 de janeiro, a Secção de Ginástica da Associação Académica de Coimbra (SG/AAC) já pensa “numa gala para comemorar, a sério, seis décadas de atividade”.
E é uma atividade extensa. São “502 atletas divididos por 27 classes técnicas”, “mais de 100 horas por semana”, para ginastas de todas as idades “a partir dos dois anos e meio”.
Ana Pombo, de 21 anos, é a presidente de uma direção “muito jovem”, mas que tem a salvaguarda de anos de experiência e competência desta “grande família” da SG/AAC.
O objetivo para este mandato é “continuar a dinamizar a ginástica na cidade”.
Seguiu os passos das irmãs mais velhas e entrou para a SG/AAC “aos três”. Agora espera “retribuir o que esta casa deu durante estes anos todos”.
Espaço para todos
Depois dos primeiros passos na ginástica, a “triagem” acontece por volta dos 10 anos. “Os ginastas são observados pelos treinadores e poderão ingressar nas classes de competição – que se dividem entre ginástica acrobática ou de trampolins – ou continuar nas nossas classes de ginástica para todos”.
E não é só na vertente de competição que há… competições. “Na ginástica para todos também há, como o World Gimnaestrada, em Amsterdão, onde estaremos presentes”, ou o Gym Fest, que é anualmente organizado pela SG/AAC. Este ano está agendado para 7 e 8 de julho, mas ainda não está garantido que vá realizar-se. “Voltámos a ter atribuída uma Taça do Mundo de Trampolins e, caso conte para o apuramento olímpico, não pode ter nenhum evento paralelo”, explica Ana Pombo.
Esta será a grande organização da temporada mas há muitas outras ao longo da época.
“Começamos a época em agosto a preparar o o Campeonato do Mundo de Trampolins, sempre com muitos ginastas a participar. No último Campeonato do Mundo por Grupos de Idades tivemos sete atletas e três no Campeonato do Mundo de Seniores, o que é, para nós, um grande orgulho”, explica.
Em dezembro “há a gala de Natal”, depois seguem-se “os campeonatos territoriais”, que começaram entretanto, e os “campeonatos nacionais e apuramentos para o campeonato do mundo”.
Já na ginástica para todos há “o sarau anual, em junho, que é sempre uma grande festa”. “Os ginastas gostam muito e é um espetáculo que toda a cidade gosta de assistir”, diz. É por isso que as duas sessões do ano passado, no pavilhão Mário Mexia, esgotaram rapidamente.
Sonho adiado
Há cinco anos à espera de um Centro Olímpico de Ginástica em Coimbra, cuja construção foi aprovada ainda no mandato do último executivo mas ainda não saiu do papel, Ana Pombo admite que este é “um grande sonho”.
A SG/AAC andou “anos com a casa às costas”, sem espaços para treinar. Primeiro foi forçada a deixar o Pavilhão Jorge Anjinho, depois porque o Pavilhão 2 do Estádio Universitário de Coimbra esteve em obras. “Gostamos muito de aqui estar, porque é a nossa casa, mas esse é um sonho antigo”, diz.
Nos últimos tempos a SG/AAC “tem tentado o contacto com a autarquia através da Associação de Ginástica do Centro, para obter respostas, nomeadamente sobre a forma de gestão do pavilhão, mas o processo está parado. Ainda nem avançou a construção”.


