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Há mais coletividades sem candidatura a subsídio na Figueira da Foz

07 de às 14h42
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Cerca de 11 por cento das coletividades e associações do concelho que se candidataram em 2019 ao apoio financeiro corrente atribuído pelo Município da Figueira da Foz, no âmbito do regulamento municipal, não tiveram acesso ao subsídio atribuído em 2022. Foram cinco, as que foram excluídas, por não se candidatarem ou não apresentarem os documentos exigidos dentro da data, apesar de o prazo ter sido dilatado em vários meses.
Foram 63 as coletividades contempladas pelo apoio regular, menos cinco do que em 2019 – nos dois anos seguintes, devido à pandemia, o regulamento foi suspenso. Para 2022, a autarquia disponibilizou uma verba 84 mil euros, tendo ficado 20 mil por atribuir, pelos referidos motivos. No concelho da Figueira da Foz existem cerca de 180 coletividades e associações elegíveis para o apoio corrente atribuído pelo município.
O aumento do número de coletividades de recreio e cultura que não se candidatam ou que não cumprem os prazos poderá estar relacionado com a crise que as afeta, sobretudo devido com o envelhecimento dos dirigentes. Algumas acabam por fechar, temporariamente, as portas ou reduzir as atividades. A pandemia veio agravar o problema.
A redução de candidaturas aos apoios do município foi debatida na última reunião de câmara, por iniciativa dos vereadores do PS Daniel Azenha e Diana Rodrigues. Os autarcas da oposição manifestaram preocupação e sugeriram que os 20 mil euros que não foram atribuídos fossem distribuídos pelas coletividades. Os apoios correntes são atribuídos em função do plano de atividades apresentado pelas coletividades.
Algumas associações, devido à pandemia, entraram num vazio diretivo, “que está a ser revertido”, afiançou a vereadora com o Pelouro das Coletividades, Olga Brás. Quanto aos 20 mil euros que sobraram, a autarca do executivo camarário da FAP garantiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que, caso haja necessidade, serão aplicados nas coletividades. “Por exemplo, no transporte para as deslocações fora do concelho”, indicou.

Associação “apanhada de surpresa”
O presidente da Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz, António Rafael, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRASA que desconhecia que havia coletividades que não se candidataram ou que não apresentaram os documentos dentro do prazo. “Fomos apanhados de surpresa, não fomos informados pela câmara”, afirmou.
António Rafael defendeu que, “se sobrou tanto dinheiro, a câmara municipal podia entregá-lo às coletividades que não concorreram mas têm as portas abertas”. Por outro lado, afiançou aquele responsável, “as coletividades continuam à espera do novo regulamento”. Olga Brás não quis reagir às declarações do dirigente associativo.

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