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Imigrantes representam 20 por cento da população da Marinha das Ondas

24 de às 10h09
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DR/Jot’Alves

Em poucos anos, a população imigrante duplicou na Marinha das Ondas, de 10 por cento para 20 por cento. Neste momento, segundo as estimativas do presidente da junta, José Alberto Susana, serão cerca de 600 os estrangeiros que ali residem, a maioria asiáticos e trabalhadores na indústria e outros setores onde falta mão de obra portuguesa. De acordo com os Censos mais recentes, a freguesia tem 3180 habitantes.
“Estamos a fazer um novo levantamento dos imigrantes residentes da na freguesia, em conjunto com a Cáritas Diocesana de Coimbra. Uns quatro ou cinco foram embora, mas chegaram muitas famílias no verão deste ano”, adiantou o autarca ao DIÁRIO AS BEIRAS. Neste momento, os portugueses residentes na Marinha das Ondas convivem com pessoas oriundas do Nepal, Índia, Ucrânia, Países Baixos, Venezuela, Brasil, Argentina e Azerbaijão.
A maioria dos imigrantes integra-se rapidamente na comunidade. A rápida inclusão também se deve à forma solidária e cordial como os marinhenses os recebem. José Alberto Susana reparou, no entanto, que alguns dos recém-chegados têm dificuldade em cumprir regras básicas, como, por exemplo, fazer a separação do lixo e depositá-lo nos contentores. “Deixam o lixo na rua, mas passam a levá-lo ao contentor depois de os sensibilizarmos para esta regra”, afirmou o presidente da junta.
Devido aos imigrantes, o crescimento populacional está a aumentar na Marinha das Ondas acima da média do resto do concelho da Figueira da Foz. Alguns dos filhos dos estrangeiros nasceram na freguesia. Outros, progenitores e descendentes, obtiveram nacionalidade portuguesa. “A escola está cheia”, frisou José Alberto Susana.

Falta de habitação
Todavia, se os imigrantes contribuam para a laboração de empresas, para o aumento das receitas da Segurança Social, para a economia local e para o equilíbrio demográfico, a chegada de estanheiros agudiza a falta de habitação para arrendar. Este problema acaba por promover a sobrelotação das casas arrendadas, onde, em algumas delas, habitam várias famílias, já que também na Marinha das Ondas as rendas não são acessíveis a todas as carteiras.
“Havia muitas casas devolutas que, entretanto, foram reabilitadas e onde estão muitos imigrantes a viver. Por outro lado, estamos a trabalhar com a Câmara da Figueira da Foz para que seja construída na freguesia habitação pública a custos controlados, que não será habitação social”, adiantou José Alberto Susana.

Extensão de Saúde reabre em breve
A Extensão de Saúde da Marinha das Ondas deverá reabrir em breve. Encerrada para reabilitação, as obras estão concluídas, faltando, apenas, instalar a central telefónica, afirmou o autarca marinhense. Quando a empreitada foi iniciada, não havia tantos residentes na freguesia como há hoje, com a chegada de novos imigrantes.
José Alberto Susana antevê que o equipamento não terá recursos humanos suficientes para a procura. Caso se confirmem os seus receios, apontou, haverá utentes que terão de se deslocar ao Paião, a Lavos ou a São Pedro, onde os marinhenses estão a ser atendidos desde o início das obras de remodelação da sua Extensão de Saúde.

Convívio gastronómico
A Cáritas Diocesana de Coimbra e a Junta da Marinhas das Ondas promoveram, ontem, o 2.º Festival Gastronómico dos Sabores do Mundo. No convívio, realizado no mercado da Marinha das Ondas, participaram imigrantes de várias nacionalidades.
Cada grupo de imigrantes levou a sua gastronomia, proporcionando uma degustação de especialidades de diversas latitudes do planeta. A iniciativa integrou o programa da Quinzena Municipal da Igualdade. Este ano, no entanto, ao contrário da edição do ano passado, não houve demonstração de danças.

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