“Impossível” de Luís de Matos esgota Convento São Francisco
O “Impossível” de Luís de Matos, que vai estar em palco durante cinco dias no Grande Auditório do Convento São Francisco, está prestes a esgotar. Ontem à tarde, altura em os quatro mágicos internacionais convidados faziam uma mini-apresentação do espetáculo aos jornalistas, “já faltavam muitos poucos bilhetes” para que a principal sala de espetáculos da cidade ficasse totalmente preenchida. O elevado número de ingressos surpreendeu o responsável e restantes elementos da equipa, pois “na mesma altura em 2019, tínhamos menos 32 por cento de bilhetes vendidos”. “Nós não esperávamos esta adesão”, garantiu.
Em cima do palco, juntos ou em momentos a solo, estarão, para além do mágico português, o americano Dan Sperry, o espanhol Javier Botía, o francês Norbert Ferré e o sul-coreano Yu-Hojin, todos com estilos, personalidades e tipos de magia distintos.
Se com Hojin o público é remetido para um ambiente mais intimista, com os seus truques de cartas, já com Dan Sperry a própria música – uma mescla de eletrónica e rock – remetem para momentos mais explosivos, enquanto vai fazendo surgir pombas brancas “do nada”.
Já Norbert Ferré faz uso do humor enquanto trabalha com pequenas bolas de duas cores distintas, assim como Javier Botía, que também trabalha a comédia no seu espetáculo de “magia mental”.
Para escolha do elenco do espetáculo que já se realizou em 2018 e em 2019 – que apenas repete Yu-Hojin -, Luís de Matos diz que houve uma atenção na escolha de “estilos muito diferentes”, para o público poder ter contacto com formas de magia distintas.
“São estilos super diversos. As personagens que cada um tem no palco são diferentes”, disse aos jornalistas o ilusionista português, realçando que o desafio passa por garantir que as transições não sejam abruptas.
Pegando na analogia da música, Luís de Matos realça que, havendo em cima do palco estilos diferentes, é importante garantir que não se sintam mudanças bruscas no espetáculo, quando se “passa do jazz para o ‘heavy metal’”.
No espetáculo, Luís de Matos promete fazer “jus” ao seu percurso, com momentos de ilusionismo de diferentes especialistas, tanto “intimistas, como mais estético e exuberantes” e outros em que passa “o limite” e entra “numa magia mais extrema”.
Em “Impossível”, Luís de Matos estará também acompanhado pela bailarina e assistente Joana Almeida e pelo grupo de breakdance “Momentum Crew”.
O espanhol Javier Botía afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que é a segunda vez que está em Coimbra. Um convite que o deixou muito orgulhoso, pois para além de ser “uma cidade muito jovem”, adora “a sua doçaria”. “Tenho de fugir dela”, frisou, em tom de brincadeira. Para aqueles que ainda não adquiriram o seu bilhete para o espetáculo, Javier Botía deixa o conselho: “vão adorar”.


