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Inundação manda alunos mais cedo para casa na Figueira da Foz

14 de às 10h17
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DB/Foto de Jot’Alves

Uma inundação na Escola Infante D. Pedro (com 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico), ontem, obrigou ao cancelamento das aulas, da parte da tarde, e o imóvel foi evacuado. O estabelecimento de ensino, situado em Buarcos, foi construído sobre uma linha de água e a uma cota próxima do nível do mar, que está perto.
Se a chuva intensa coincidir com a maré-cheia, como foi o caso, o espaço torna-se vulnerável a inundações, já que fica sujeito ao refluxo da água que vem da Serra da Boa Viagem, que é conduzida para o mar através de um sistema de manilhas, esclareceu o diretor do Agrupamento Figueira Mar, Pedro Mota Curto, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“A partir das 13H30, as aulas foram canceladas e a escola foi evacuada”, avançou Pedro Mota Curto, ressalvando que “a maior parte dos alunos não tinha aulas da parte da tarde”. E acresecentou: “Quando chove muito e coincide com a maré-alta, a escola pode ficar inundada, como já aconteceu noutras ocasiões. Há já alguns anos que não acontecia”. As crianças que àquela hora estavam a almoçar tiveram de abandonar o refeitório, e outras já não conseguiram aceder ao espaço.

Construída sobre linha de água

“Em princípio, as aulas serão retomadas amanhã (hoje)”, adiantou Pedro Mota Curto. Isto se a escola não voltar a ser inundada. A direção do agrupamento, a autarquia e os serviços municipais de Proteção Civil mantêm-se atentos à evolução do estado do tempo, uma vez que são esperadas mais chuvadas fortes para hoje, dia em que a maré começa a subir a partir das 12H00.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, e os vereadores Olga Brás e Manuel Domingues deslocaram-se à Escola Infante D. Pedro. No local estiveram, ainda, elementos da Proteção Civil municipal e bombeiros.
As inundações não são novidade na Escola Infante D. Pedro. Como acima referido, o conjunto de edifícios foi construído sobre uma linha de água com origem na Serra da Boa Viagem. “Poucos anos após a abertura da escola, o sistema de drenagem das águas pluviais foi substituído por manilhas de grandes dimensões, que passam por baixo da escola. Estas cheias têm sido ocasionais”, contou Pedro Mota Curto.

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