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Liga 3: Bailado serrano à chuva e ao vento

05 de às 09h46
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Foto de Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

Adivinha-se uma tarde de muita chuva e vento – tempo nada estranho, no arquipélago dos Açores, mas que em nada contribui para a qualidade do jogo da 11.ª jornada da Liga 3, série Sul, antes potenciando a dimensão física dos atletas, que, como se vê, acaba por marcar pontos.
O temporal na Ilha Terceira faz temer pelo estado do relvado do Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo – recinto tomado de empréstimo pelo GD Fontinhas para os jogos em casa. A verdade é que o tapete verde há de comportar-se surpreendentemente bem, ao longo dos 90 e tal minutos de jogo.
Ansiosos por chegar aos lugares de subida, os locais mostram logo a abrir que querem impor-se. De tal forma que, no primeiro lance da partida, Chastre é obrigado a defender com dificuldade um remate traiçoeiro e, na recarga, com a baliza aberta, Vilmar Jr. remata ao lado.
Aos 8’, a equipa local tem nova chegada perigosa à baliza oliveirense. Surge na sequência de um canto da direita a que corresponde o defesa Itto Cruz antecipando-se aos centrais com um belo cabeceamento a fazer a bola passar a rasar no poste.
Até ao intervalo, é certo que a chuva intensa e a sucessão de duelos não ajudam, mas a verdade é que o árbitro deixa jogar. É possível, por isso, apreciar a divergência estratégica dos dois técnicos: o da equipa açoriana a privilegiar o futebol mais trabalhado e paciente; o dos visitantes a pedir movimentações rápidas, explorando ora a largura ora a profundidade que extremos habilidosos e atacantes perigosos proporcionam.

Segunda parte toda do O. Hospital
Curiosamente, para a segunda metade, o cenário inicial é diametralmente oposto ao da primeira. Isto porque o O. Hospital entra forte e dominador, garantindo duas situações de golo flagrante ainda antes dos primeiros cinco minutos. Primeiro, numa jogada confusa, após um canto, com sucessivos remates travados pelos defensores locais; depois, numa incursão pela meia esquerda concluída com um remate de Daffé a meia altura que o guardião Okua desvia para a trave.
O O. Hospital mantém o ritmo intenso e, aos 58’, beneficia de um livre perigoso, à entrada da área. Bola à medida do pé direito de André Salvador, que atira em força e fora do alcance do guarda-redes, fazendo o esférico embater com estrondo no travessão.
De orgulho ferido, o GD Fontinhas reage. E, em dois momentos, aos 67’ e aos 74’, os açorianos quase marcam, primeiro num centro remate que leva a bola ao ferro e depois num disparo de primeira, a rasar o poste, após um mau alívio da defesa oliveirense.
Até final, e o jogo passa a ficar repartido, quase anárquico, mas ainda e sempre muito entretido. De repente, após a cobrança de um livre indireto da direita, ainda longe da baliza, Doukouré, suplente entretanto entrado na turma da casa, assusta-se com a ausência de atacantes adversários por perto e resolve cortar a bola para dentro da sua baliza…
O resultado fica definido e o jogo decidido. Venceu a equipa mais madura e mais serena, que dominou toda a segunda parte e que, por isso, mereceu inteiramente a oferta à beira do fim.

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