Liga 3: Batalha vencida pelo O. Hospital
O O. Hospital regressou aos triunfos depois de derrotar ontem, em casa, o V. Setúbal por 3-1. Rui Batalha voltou a estar em destaque com dois golos e uma assistência.
Desempenho muito interessante das duas equipas na primeira meia hora do desafio, que que se assistiu a um jogo intenso com as defesas a serem colocadas à prova.
O V. Setúbal até começou com sinal mais, aproveitando para chegar ao golo inaugural, e em grande estilo. Jogada coletiva pelo lado esquerdo do ataque, com David Santos a tirar um bom cruzamento para a finalização de Camilo Triana. O avançado esticou-se, conseguindo antecipar-se a Chastre que ficou a meio caminho. Apesar da jogada bem conseguida, dá a sensação que o guardião oliveirense fica mal na fotografia.
A equipa que viajou de Setúbal galvanizou-se com o golo, aproveitando para se instalar por alguns minutos no meio campo ofensivo. Do outro lado, a agressividade e a vontade do O. Hospital não se traduziram em lances de ataque.
Jogada coletiva para o empate
Na primeira vez em que os oliveirenses se soltaram, o empate surgiu. Jogada da direita para a esquerda, com o esférico a passar por vários atletas e com Rui Batalha a finalizar com toda a categoria. Nota para o trabalho de Alan Júnior. O brasileiro em papel de pivot, serviu de bandeja o médio goleador.
A reviravolta no marcador não demorou muito a aparecer. Aos 26’, e depois de uma jogada de insistência, eis que surge uma grande penalidade. Alan Júnior recebeu um cruzamento da esquerda e, no momento em que se preparava para rematar, é derrubado por François. O árbitro não teve dúvidas e assinalou o castigo máximo.
Na conversão, Rui Batalha voltou a mostrar frieza e com categoria atirou a contar como mandam as regras. Bola para um lado e guarda-redes para o outro.
Após o 2-1, o jogo mostrou-se mais quezilento. Os jogadores dividiam os duelos como se fossem os últimos e o resultado manteve-se igual até ao intervalo.
Na 2.ª parte, o treinador sadino promoveu uma dupla alteração na sua equipa. As substituições efetuadas melhoraram o jogo da formação de Setúbal, que no 2.º tempo esteve quase sempre no meio campo ofensivo. A formação orientada por Nuno Pedro respondia sempre no contra ataque.
Apesar deste domínio territorial do V. Setúbal, as oportunidades eram escassas, com a defesa dos azuis e brancos a mostrar-se num bom nível.
Chastre e o recém entrado Daffé selam o triunfo
Os momentos cruciais do desafio chegaram mesmo a partir do minuto 80. O V. Setúbal esteve perto de igualar a contagem através de um remate de Rúben Araújo. Chastre redimiu-se do golo sadino e efetuou a defesa da tarde. A bola levava o caminho das redes oliveirenses.
Na sequência, o O. Hospital, desenha o contra ataque perfeito. Pedro Romano assumiu o papel de box to box, servindo com um grande passe Rui Batalha. O homem do jogo assistiu Daffé (acabado de entrar) que só teve de encostar, confirmando a vitória e os três pontos.
Com esta vitória, o O. Hospital soma 22 pontos e está neste momento no 7.º lugar.


