Liga 3: Estudantes triunfam no dérbi do distrito na primeira lição de Tiago Moutinho
A Académica regressou ontem aos triunfos na Série B da Liga 3 depois de vencer o dérbi do distrito de Coimbra diante do O. Hospital por 1-0, naquele que foi o primeiro jogo desde a chegada do novo técnico, Tiago Moutinho. Juan Perea foi o herói depois de apontar o único tento do desafio.
O novo treinador da Briosa, ainda sem poder estar no banco de suplentes devido a um atraso na inscrição (processo de rescisão com Zé Nando ainda está a ser resolvido), apresentou uma equipa academista num 4-4-2 com Juan Perea e Diogo Ribeiro a fazerem dupla na frente do ataque. A utilização de dois avançados surgiu na missão de tentar desmontar a defesa a cinco que muitas vezes é utilizada pelos oliveirenses.
No onze inicial, destapara a estreia de Juary. O central de 31 anos já tinha feito um minuto no desafio fora de portas diante do Sporting B mas ontem teve o seu momento para se mostrar à nova equipa técnica.
Ainda de salientar os regressos à titularidade de David Brás, Rodrigo Guedes e Juan Perea. Ibouka, Douglão, Latón e Hugo Seco foram relegados para o banco de suplentes.
Já a equipa oliveirense mostrou-se no seu habitual 5-4-1 com dois laterais sempre prontos para se projetarem, transformando a tática num 3-4-3.
As novidades no onze titular, relativamente ao que defrontou o Sporting B na última jornada, foram Pedro Romano, André Freitas e Sibu, que substituíram Diogo Castro, Pedro Gaio e Daffé.
Equilíbrio inicial
As formações, apesar de se apresentarem taticamente de forma diferente, iniciaram o desafio de uma forma encaixada. A imagem desse equilíbrio foi a escassez de oportunidades no 1.º tempo.
Aos 7’, Diogo Ribeiro teve na sua cabeça a grande ocasião dessa 1.ª metade. Cruzamento de Stitch e o ponta de lança a desviar com algum perigo. A bola passou ao lado da baliza.
A 2.ª parte do desafio foi totalmente diferente. Foi a partir daqui que o jogo começou a ter alguns tons de um verdadeiro dérbi.
Aos 50’, grande ocasião para os forasteiros. A mais evidente até ao momento. Samuel Toscas foi isolado o meio-campo inteiro, mas a demora na decisão entre rematar e passar foi prejudicial para que o lance não acabasse nas redes defendidas por Hidalgo.
Como diz o ditado: “Quem não marca sofre”
No minuto seguinte e na resposta a esse lance, a Briosa chega ao golo. Livre bem executado por David Caiado na esquerda do ataque e Juan Perea à ponta de lança a desviar para o golo que colocou o estádio em êxtase.
Passados quatro minutos, quase o segundo. Diogo Riveiro a falhar na concretização de um ataque que foi conduzido num dois para um.
Após estes dois momentos, Nuno Pedro promoveu uma alteração tática. A saída de António Alves (defesa central) e a entrada de Bruno Carvalho (médio) mudou a filosofia oliveirense… e para melhor. Foi a partir daqui que os azuis e brancos encostaram os academistas às cordas.
Aos 63’, o O. Hospital até chegou ao empate mas o golo não contou porque o árbitro considerou que o lance foi precedido de uma falta ofensiva.
Foram alguns minutos de domínio territorial do O. Hospital. A boa organização defensiva e um guardião (Hidalgo) que se mostrou sempre seguro foram cruciais para o aguentar do resultado.
Nos últimos minutos, o O. Hospital foi admoestado com duas cartolinas vermelhas, impossibilitando assim qualquer hipótese de chegar ao empate. Até ao fim do desafio, foram vários os lances em superioridade numérica que a Briosa não aproveitou.
Mesmo não chegando ao segundo golo, a Académica conseguiu garantir o mais importante: os três pontos.


