desportoGeral

Liga 3: Penálti polémico

16 de às 10h13
0 comentário(s)

Facebook FC Oliveira do Hospital

Grande jogo de futebol no magnífico cenário do Estádio do Restelo, em tarde luminosa e soalheira com o Tejo em fundo. Pena foi o trabalho do árbitro, que marcou um penálti muito, mas mesmo muito, duvidoso, permitindo ao Belenenses fazer a reviravolta e chegar ao intervalo a ganhar.
Entrou melhor o O. Hospital, a assumir o jogo e a chegar, com naturalidade, à vantagem, logo aos 5 minutos. O golo foi do médio goleador, Rui Batalha, que não perdoou depois de sermuito bem servido pelo médio/ala Diogo Castro. Antes, aliás, já Batalha tinha deixado a primeira ameaça, num disparo forte, já na área, para defesa de David Grilo.
Mas a vantagem não durou muito. Os de Belém cresceram e aproveitaram um erro de Samuel Toscas que levou a uma abordagem arriscada de Pedro Romano, já dentro da grande área. Penálti e amarelo ao defesa oliveirense. Na cobrança, Duarte Valente atirou para um lado e Chastre foi para o outro.
Refira-se que, ainda antes do empate, os comandados de Nuno Pedro podiam ter ampliado a contagem, com mais uma excelente iniciativa pela direita de Castro, que colocou a bola na cabeça de Daffé, mas este atirou por cima.
Já os de Belém, descontando o penálti, só à passagem dos 18 minutos tiveram a primeira chegada com perigo à área serrana.

Susto e reviravolta

Com o jogo controlado, o O. Hospital apanhou um susto, à meia hora, com Diogo Castro a cair no relvado, queixoso, e a obrigar a equipa médica a entrar no terreno de jogo.
A reviravolta aconteceu nos minutos finais do primeiro tempo. É certo que a equipa da casa tomou a iniciativa e “empurrou” os oliveirenses para as imediações da sua área, mas nada fazia prever a ligeireza do apitador, que se deixou levar pela habilidade de Gonçalo Maria e apontou, pela segunda vez, para a marca da grande penalidade.
Protestaram os visitantes, em particular Wilson Kenidy, que foi justamente o atleta envolvido na jogada com o defesa esquerdo belenense. Indiferente, o árbitro manteve a decisão e o dianteiro Clé marcou.
Só que o jogo ficou logo ali estragado. Na sequência do golo, o árbitro expulsou um elemento do banco. Pouco depois, numa entrada a pés juntos, o defesa azul Fred viu o juiz mostra-lhe “apenas” o cartão amarelo.
No reatar da partida, a equipa do O. Hospital parece ter entrado algo retraída e o jogo ficou como que anestesiado. Mais tranquilo, o Belenenses teve mais bola e dominou mas sem criar perigo. Até que, à passagem dos 70 minutos, os da casa conseguem, finalmente, desenvolver uma jogada de grande envolvimento, com a bola a passar por vários atletas e a culminar com um remate cruzado de Gonçalo Maria a que Chastre não conseguiu opor-se com qualidade.
O jogo teria, ainda, um momento mais invulgar: na cobrança de um canto, a bola viajou de cabeça para cabeça até que um atleta vestido de azul a encaminha para um canto da baliza onde só estava Alan Júnior, ou melhor, a mão direita do brasileiro. Expulsão, terceiro penálti e novo golo.

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


desporto

Geral