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Liga 3: P(h)at-trick vulgariza Sporting B

14 de às 11h25
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FPF

O O. Hospital teve um Patrick superlativo, que marcou três golos; o Sporting B teve um Gilberto Batista que só fez disparates, comprovando a falta de qualidade que, há muito, se deteta na formação de centrais em Alcochete.
O O. Hospital ganhou e desfrutou. Há quase dois meses que não vencia, para a Liga 3, o que só adoça o sabor do triunfo – ainda por cima diante de uma equipa do Sporting, cujos adeptos, diga-se, marcaram presença no Municipal de Tábua.
A vitória oliveirense explica-se em três palavras: eficácia, ousadia e sorte.
A eficácia, já se percebeu, teve um nome, na tarde de sábado. Das quatro oportunidades que teve, concretizou três. Com estes, o jovem brasileiro, de apenas 22 anos, vai já com oito golos anotados na época em curso, seis dos quais na Liga 3. Na época passada, recorde-se, não tinha feito qualquer golo, nos Sub-23 do Leixões, clube onde, de resto, também pouco se mostrou (fez apenas cinco jogos).
A ousadia tem um estratega, Nuno Pedro. Como o “autocarro” em 5-2-3, muitas vezes transformado em 5-4-1, que esteve montado à frente de José Chastre em toda a primeira parte, acabou desmontado pelo penálti que deu o golo do empate, o técnico resolveu arriscar. Assim, na segunda metade, começou por ordenar a subida de linhas e a pressão alta e, logo depois, fez entrar dois suplentes que acabaram por ser determinantes, no serviço de “bandeja de prata” ao goleador Patrick: André Salvador fez a assistência para o 2-2; Yayá Bamba fez o passe de morte para o 3-2.
A sorte, enfim, mede-se pela bola que vai à trave, aos 52 minutos, chutada pelo irrequieto ala esquerdo leonino, Afonso Moreira (podia ter sido o 1-2) e pela controversa decisão do árbitro na jogada que acaba por dar o 2-2, ao não sancionar uma falta sobre um médio sportinguista, no meio-campo oliveirense.
Ainda assim, houve claramente outros méritos no jogo dos da casa. Desde logo, a capacidade de defender bem, sobretudo na 1.ª parte. É certo que o Sporting B tomou conta da bola mas sem causar perigo. A certa altura, ouviu-se na bancada gritar “Pólvora seca”… Nada mais injusto, já que a expressão pressupõe (pelo menos) um disparo, que foi coisa que os de Alcochete só fizeram de penálti.
Do lado do Sporting B, o que se viu foi um conjunto de bons executantes (à exceção do já referido Batista, em tarde manifestamente infeliz). Só que o futebol, a este nível, numa liga que está a revelar qualidade e competitividade invulgares, o bom toque de bola não chega. E, dentre os comandados de Filipe Celikkaya, só mesmo o capitão Renato Veiga pareceu capaz de algo mais do que driblar e passar bem. Uma referência aos que já atuaram na equipa principal: Mateus Fernandes e Rodrigo Ribeiro passaram ao lado do jogo (quase parecendo que estiveram a poupar-se para importantes desafios internacionais…); Fatawu fez um grande golo… e pouco mais.
Em jeito de remate, registe-se a inesperada mudez da bancada, que até esteve muito bem preenchida. O silêncio foi tal que se ouviu claramente a troca de palavras dos atletas, em campo, quase parecendo um desafio do tempo da pandemia…

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