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LIT apresenta queixa contra gerência do bar Kamartelo 2.0

07 de às 09h17
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

A gerência da discoteca LIT e do bar Hakuna Matata, situados na avenida Sá da Bandeira, em Coimbra, apresentaram queixa na Polícia de Segurança Pública (PSP) contra os proprietários do bar kamartelo 2.0 acusado-os de ameaça contra a integridade física da administração e colaboradores da discoteca LIT e do bar Hakuna Matata.
Contactada pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a PSP confirmou a entrada da queixa pela prática do crime de ameaças.
Sérgio Figueiredo, administrador dos dois estabelecimentos, explicou que a queixa foi apresentada depois das situações se tornarem recorrentes.
“Já anteriormente eu tinha sido ameaçado pelos proprietários do bar Kamartelo 2.0 mas relativizei. Quando são os nossos colaboradores a serem ameaçados, tem que se tornar medidas”, disse.
O administrador revelou que houve, por parte da administração do LIT e do bar Hakuna Matata, várias “tentativas de um diálogo normal”. Sérgio Figueiredo denunciou ainda uma situação na noite do passado sábado.
“No sábado passado, às 03H30, colaboradores do LIT foram entregar pulseiras no parque de estacionamento em frente ao LIT. Nesse momento, os proprietários do Kamartelo 2.0 ameaçam verbalmente e fisicamente os nossos colaboradores. Quando há este tipo de ameaças, só nos resta tornar isto público e fazer queixa à PSP”, vincou.
A gerência dos dois estabelecimentos solicita que sejam tomadas medidas para que a situação fique resolvida.
“Exigimos que se tomem providências para se salvaguardar a segurança da administração, dos colaboradores e dos nossos clientes. Gostaríamos também que as entidades competentes fiscalizassem o resto dos estabelecimentos como fiscalizaram alguns há umas semanas”, pediu.

Gerência do Kamartelo 2.0 condena queixa

Contactada pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Cristina Henriques, proprietária do Kamartelo 2.0, assumiu que desconhece os termos da queixa, mas refuta as acusações.
“Estou a aguardar a queixa, mas refuto e condeno as acusações. Tenho parceria com o NB Club e condeno que tenha promotores da discoteca LIT no nosso espaço a tentar promover a discoteca. Condeno que esse estabelecimento precise destes faits-divers para aparecer no espaço público”, esclareceu
A proprietária do espaço noturno acusou também a administração do LIT de ameaça e coação, mas não apresentou queixa.
“Quem ameaça e faz coação é esse senhor que gere o LIT. Fui ameaçada em setembro se não fizesse parceria com o LIT ele destruiria o meu estabelecimento. Não apresentei queixa, porque quem não tem estofo para estar no mundo da noite tem que saber sair”, disse.
Cristina Henriques não negou, no entanto, o confronto físico no sábado passado, mas, na sua versão, a história ocorreu em frente ao seu estabelecimento.
“Essa situação foi à porta do Kamartelo 2.0. Nesse dia, tinha uma festa no NB e os meus clientes já tinham pulseira para lá. Os promotores do LIT foram para a frente do Kamartelo 2.0 oferecer pulseiras para os meus clientes e eu empurrei a promotora. Quando o promotor do LIT me acusou de eu só ter empurrado a mulher por ser mulher o meu marido confrontou-o e eles acabaram por fugir”, explicou.

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