“Lugar a Proceder” no Seminário de Coimbra
Duas peças de roupa suspensas numa sala a meia-luz. Assim, à primeira vista, são apenas duas peças suspensas. Mas o que ali está é o que resta de um corpo que habitou aquela roupa.
“Não é apenas casaco, mas um casaco assombrado por um corpo. Dir-se-ia que tal objeto exala uma atmosfera de humanidade, que nele se conserva uma presença antiga, uma presença que já aqui não deveria estar”, escreve Luís António Umbelino, professor da Faculdade de Letras da UC sobre a instalação inaugurada, no sábado, no Seminário Maior de Coimbra.
Na exposição “Lugar a Proceder”, o visitante é conduzido por um fio que o faz atravessar a tensão vida e morte, presença e ausência, dor e esperança. O trabalho é da autoria de Vítor Gaspar, no âmbito do Doutoramento em Arte Contemporânea.
Ao longo de 56 dias, a mostra vai apresentar alguns ensaios visuais (fotografias), vídeo, som e peças que integram, que pretendem investigar “a ideia de corpo, a ligação incarnada aos objetos e a vivência espacial da memória”.
A mostra, que pode ser vista e apreciada até dia 14 de abril, foi apresentada, no sábado, por António Olaio, Luís António Umbelino e Rita Gaspar Vieira.


