Marinha das Ondas volta a ter Extensão de Saúde
Abriu ontem a nova Extensão de Saúde da Marinha das Ondas, dois anos depois do início das obras e sucessivos atrasos. O equipamento foi construído no edifício da antiga escola do 1.º ciclo, ao qual foi acrescentada uma nova ala.
“O equipamento está aberto, tal como estava previsto, tendo como por premissa a resolução de problemas como a instalação da internet e da central telefónica. Assim, uma vez ultrapassados esses constrangimentos, a Extensão de Saúde tinha todas condições para abrir”, disse a vereadora Olga Brás ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“Esta era uma obra que os marinhenses ambicionavam há muito tempo. Após algumas modificações, algumas coisas que estavam menos bem, conseguiu-se abrir. Os marinhenses têm aqui uma obra de que podem orgulhar-se”, sublinhou, por seu lado, o presidente da junta, José Alberto Suzana. Contudo, acrescentou: “Vamos ter de pensar no futuro, porque, devido ao fluxo de migrantes, daqui a meia dúzia de meses, este equipamento tornar-se-á pequeno”.
Celânia Gaspar foi um dos primeiros utentes a ser atendido na nova Extensão de Saúde da Marinha das Ondas. Eram 09H25 quando saiu do edifício, depois de “fazer o penso”. À saída, não encontrou termos comparativos entre as antigas e as atuais instalações. “Gostei muito. São muito melhores, têm mais espaço e são confortáveis e modernas”, afirmou.
Encerrada à quinta-feira
José Alberto Suzana adiantou que a câmara da Figueira da Foz, o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego e a junta da Marinha das Ondas estão a envidar esforços para que, a partir do início do próximo ano, possam ser reforçados os recursos humanos e que os serviços possam funcionar todos os dias e com horário completo. Entretanto, a Extensão de Saúde está aberta à segunda-feira e à terça-feira todo o dia, à quarta-feira durante a manhã e à sexta-feira durante a tarde. Encerra à quinta-feira.
Durante as obras das novas instalações, os utentes foram atendidos no Paião, Lavos e São Pedro. Alguns dos residentes da Marinha das Ondas, aliás, continuarão a ser atendidos nas freguesias vizinhas, já que, como ressalvou o presidente da junta, com a chegada de mais imigrantes, a equipa não tem capacidade de resposta para todos. A equipa é constituída por duas médicas, duas enfermeiras e duas assistentes técnicas.
As obras foram pagas pela câmara da Figueira da Foz, tendo sido lançadas com um orçamento de 364 mil euros, sem IVA incluído. Por sua vez, a Administração Regional de Saúde do Centro assegurou os equipamentos clínicos, incluindo as infraestruturas de internet e a central telefónica.


