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Mealhada envia livros e material escolar para Nampula, em Moçambique

01 de às 11h25
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FOTO DR

A Mealhada vai enviar livros, manuais e material escolar para Nampula, uma das regiões mais pobres de Moçambique, depois de ter sido levada a cabo uma campanha que juntou mais de 40 instituições, revelou hoje a Câmara Municipal.

“Tenho a noção que este tipo de ações de solidariedade são uma gota de água no meio do oceano, mas, por muito pequeno que seja o vosso contributo, ele contribuirá, por certo, para um grande mar de felicidade que percorrerá a vida de muitas dessas crianças”, sublinhou o tenente-coronel do Exército português, Luís Lopes, mentor desta iniciativa.

Em nota de imprensa do Município da Mealhada, enviada à agência Lusa, é explicado que a campanha, que nasceu pela mão de Luís Lopes, acabou por juntar mais 40 instituições, entre as quais a Câmara Municipal, o Agrupamento de Escolas da Mealhada, a Associação Gongô e o Exército.

“Os materiais recolhidos no concelho da Mealhada foram entregues, no passado dia 24 de fevereiro, na Academia Militar – Amadora, onde serão preparados para posteriormente serem enviados para Nampula”, informou.

Em missão, desde setembro de 2022, em Moçambique, o tenente-coronel do Exército português solicitou a colaboração do Município da Mealhada para esta ação de recolha de bens necessários em Nampula, “uma região do norte de Moçambique muito pobre, onde existem centenas de crianças que não têm praticamente nada, com escolas marcadas pela enorme falta de recursos, desde os professores, aos manuais e material escola”.

Já em 2013, Luís Lopes desenvolveu duas ações de solidariedade que permitiram colocar cerca de 45 mil livros e alguma roupa e calçado em escolas da região de Maputo, aquando de uma missão de cooperação militar com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

A adesão do Município da Mealhada a esta iniciativa de solidariedade contou com a colaboração do Agrupamento de Escolas da Mealhada e com a Associação Humanitária Gongô, constituída em julho de 2022, na Mealhada, com o objetivo de desenvolver iniciativas de apoio a populações carenciadas, com especial incidência no continente africano.

Segundo a nota da autarquia do distrito de Aveiro, a Gongô (Amar num dialeto são tomense) tem atualmente em desenvolvimento o projeto de reabilitação de uma escola em São Tomé.

“Numa primeira visita entregámos diversos materiais escolares e estamos a preparar a nossa intervenção. No entretanto, vamos apoiando outras organizações e iniciativas, como esta”, realçou a fundadora desta Associação, Paula Gradim.

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