Milhares de caloiros saíram à rua no cortejo da Latada
O Cortejo da Festa das Latas e Imposição de Insígnias 2023 saiu à rua e com ele milhares de caloiros de todas as instituições do ensino superior de Coimbra desfilaram pela cidade, fantasiados e evocando mensagens irónicas e satíricas relacionadas com os temas da academia.
Um grupo de estudantes finalistas da Escola de Enfermagem de Coimbra, que partilha a mesma casa em Coimbra, decidiu fantasiar-se de fauna e flora. Umas vinham vestidas de abelhas e outras vinham a representar as plantas, como por exemplo, o malmequer.
Sendo este o seu último cortejo da Latada, as estudantes guardam estes momentos de convívio e partilha como dos mais importantes durante a vida de estudantes e já pensam naquilo que será o seu futuro com a breve entrada no mercado de trabalho.
As caloiras da Faculdade de Psicologia, Ciência da Educação e Serviço Social estavam vestidas de piratas, isto porque, segundo, uma estudante do grupo, “o símbolo do curso é o “Pi” e queríamos arranjar um nome de um tema que começasse com a letra “Pi” e surgiu a ideia dos piratas e penso que é uma ideia muito original”.
Os pais e familiares, como habitualmente, marcam presença neste momentos simbólicos para dar continuidade ao apoio prestado ao longo de toda a vida académica.
Paulo e Paula são oriundos da Figueira da Foz e acompanham a filha que é atualmente finalista mas também são, ao mesmo tempo, padrinhos de uma caloira que ingressou, este ano, na universidade.
“Acompanhámos a nossa filha como caloira, mascarada pelo padrinho, acompanhámos a nossa filha no papel de madrinha. Os afilhados dela já são parte da família e agora estamos também a acompanhar a nossa filha”, referiu Paulo.
Rosa e José Dias viajaram de Aveiro para assistir a mais um cortejo e desta vez é o último, uma vez que o filho é finalista. Segundo eles marcaram presença quase todos os anos e fazem questão de estar presente nestes momentos que consideram “importante para ele”.
Questionados sobre se o aumento das rendas e do custo de vida tem obrigado a um esforço financeiro, o casal Paulo e Paula refere que “felizmente tivemos a felicidade de encontrar um quarto muito bom, uma casa muito boa, numa óptima localização onde o proprietário é uma pessoa muito humana e há três anos que não nos aumenta a renda e estamos com um preço muito abaixo do que atualmente se pratica em Coimbra”.
“No nosso caso, incutimos à nossa filha o aumento do custo de vida. Ela tem uma mensalidade. Em cada ano faz o levantamento das necessidades e determina o valor necessário para poder fazer face às despesas”, concluiu.

