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Ministra espera que CR Inove possa inspirar outras regiões

20 de às 11h08
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DB/Foto de Ana Catarina Ferriera

Os números não são otimistas: se, na região Centro, o saldo migratório até 2040 fosse nulo, isso significaria que a população em idade ativa (comparativamente a 2020) seria reduzida em 25%. Ou seja, uma em cada quatro pessoas desapareceria. “Isto é uma diminuição brutal”, afirmou ontem Eduardo Anselmo de Castro, vice-presidente da CCRDC.

“Se combinarmos isto com os efeitos do aumento da produtividade do trabalho, chegamos à seguinte conclusão: num saldo migratório zero, os efeitos positivos do aumento da produtividade  (considerando uma taxa de 1,5 por cento ao ano), anulava completamente a redução da força de trabalho. Não sobrava nada. Ou seja, o crescimento do PIB daqui até 2040 seria zero”, notou.

Por isso, é que o aumento da produtividade do trabalho, através da capacidade tecnológica e da inovação, assume especial importância para o crescimento da região. Foi, precisamente com esse propósito que foi constituído o CR Inove – Catalisador Regional de Inovação do Centro para a Sub-Região de Coimbra, liderado pela CCDRC, e composto por uma rede de entidades do sistema regional de inovação, que pretende promover um processo estruturado de cooperação e partilha de informação entre as comunidades intermunicipais, as entidades do sistema científico e tecnológico e as associações empresariais da região Centro.

“Juntos para contrariar” as estatísticas

O protocolo de cooperação de constituição CR Inove decorreu ontem nas instalações da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), numa sessão que contou com a presença da ministra da Coesão Territorial.

Para Ana Abrunhosa, a constituição do Catalisador Regional é um contributo para ter uma região mais atrativa para as empresas. “Esta região tem um problema: formamos muitas e boas pessoas, qualificadas, mas não retemos uma parte significativa dessas pessoas que formamos. Portanto, se nós retivermos uma parte importante desses recursos, já estamos a dar um grande contributo ao nosso país. Eu acredito que este projeto atingirá esse fim”, admitiu. “Que este projeto possa inspirar outras regiões”, acrescentou.

Isabel Damasceno, presidente da CCDRC, lembrou que CR Inove junta o tecido científico e tecnológico da região para ajudar as empresas na criação de riqueza e de mais valor”, de modo a que, “juntos, seja possível contrariar” as estatísticas.

Por seu turno, Emílio Torrão, presidente da CIM-RC, disse que “a capacitação de uma rede de agentes de interface local e a implementação de um conjunto concertado de ações estimulam o potencial empreendedor e de inovação local na Região de Coimbra”.

A cerimónia de assinatura do protocolo contou com a presença dos parceiros responsáveis da Universidade de Coimbra; Instituto Politécnico de Coimbra; Conselho Empresarial da Região de Coimbra; Conselho Empresarial do Centro/Câmara de Comércio e Indústria do Centro; Instituto Pedro Nunes; Biocant Park, IParque; Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro; AIBILI – Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem; ITeCons; SEAPOWER – Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar, e do sinamizador Sub-Regional, Francisco Pegado.

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