Minuto de silêncio pela memória de Jorge Vilas
A Assembleia Municipal de Coimbra cumpriu ontem um minuto de silêncio pela memória de Jorge Vilas, fundador e durante muitos anos presidente da cooperativa Semearrelvinhas.
Na sessão, Luís Correia, presidente da União de Freguesias de Eiras e S. Paulo de Frades, lembrou que o nome do “cidadão e ativista” falecido no sábado aos 81 anos, “está inscrito na história de Coimbra, e deverá ficar na sua toponímia, nas futuras investigações sobre a história da cidade”.
“Não há democracia sem pessoas como Jorge Vilas, que tanto lutou por um bem comum, que participou, que reivindicou, que tomou partido, que se solidarizou, que se inquietou, que organizou e que viveu virado para o futuro com a insaciedade e a noção de que muitos dos sonhos de abril de 74 estão ainda por cumprir e que a democracia é um músculo que, se não se exercita, perde força e deixa espaço livre para respostas autoritárias”, afirmou.
Ao ler um texto escrito por Filipa Queiroz, Filipa Alves, João Baía, Rui Calado, Ana Cortez Vaz (enquanto vereadora com o pelouro da Habitação Social) e Luís Correia (enquanto presidente da UF de Eiras e São Paulo de Frades), o autarca salientou qua a luta e o empenho de Jorge Vilas pela construção de uma sociedade melhor “têm de continuar”.
“Semearrelvinhas é, no fundo, semear uma Coimbra com menos desigualdades, mais participativa, com maior acesso à cultura, educação e habitação”, recordou.


