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Misericórdia de Góis lamenta falta de apoios por parte do Governo

17 de às 09h30
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Atendendo a que cada vez se sentem “mais dificuldades”, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Góis alertou na última assembleia geral da instituição que essas situações “não deixam de ser agravadas também pelos escassos apoios financeiros, tanto do Governo, como das autarquias locais, que se verificaram anteriormente em forma de subsídios”.
Ressalvando que as misericórdias se têm “assumido como um dos principais parceiros do Estado na consolidação da sua intervenção social”, José Serra acrescentou que elas têm desempenhado “um papel de crucial importância no apoio direto aos problemas sociais que afligem a nossa sociedade”. Ao mesmo tempo, mostrou-se preocupado pelo facto de, pela primeira vez, apresentarem “um orçamento sem se saber bem o que aí vem”.

Aumento dos gastos com o pessoal

Lembrando que houve um aumento nos “gastos com o pessoal, com os alimentos e com os combustíveis”, o responsável pela Misericórdia constatou que “o que se recebe não dá para aquilo que se gasta”. Na sua intervenção, o responsável lamentou que “nada tem ajudado esta Santa Casa”, já que “foi a troika, depois, a covid-19 e, agora, a guerra na Ucrânia que, indiretamente, afeta o país e as instituições”, lamentou.
Para além disso, “desde 2001, nenhum utente foi aumentado ao nível da sua participação”, revelou. Contudo, a Santa Casa da Misericórdia de Góis “tem vindo a manter ativas as suas potencialidades enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), visando sempre a melhoria e o aperfeiçoamento de todos os seus serviços/respostas”. O dirigente afirmou ainda que “o caminho a seguir será o de apostar, fortemente, na prossecução dos serviços aos utentes da instituição, enfrentando, diariamente, as dificuldades que se têm vindo a sentir”.

Garantir funcionamento das respostas sociais

Assim sendo, e segundo o plano de atividades apresentado, a Misericórdia propõe-se, no decorrer de 2023, “a responsabilizar-se pelo normal funcionamento de todas as respostas sociais, conforme capacidades e acordos de cooperação com o Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra”. Nomeadamente, a ERPI – Estrutura Residencial Para Idosos (localizada em Vila Nova do Ceira); o Serviço de Apoio Domiciliário; o Centro de Dia e o Centro de Reabilitação e Bem-Estar Dr. José Cabeças. “A concretização deste plano passa, em grande parte, pelo esforço e pela vontade de todos os que trabalham nesta instituição”, disse, com o provedor a apelar para a “esperança”.

Santa Casa quer alargar tipo de respostas

Ana Paula Gonçalves referiu que, apesar do plano de atividades apresentar como prioridade para este ano “as questões relacionadas com as suas respostas sociais”, a Misericórdia não vai “descurar outros projetos”. É que, como fez questão de frisar, esta IPSS tem também como propósito “alargar aquele que tem sido o seu âmbito de atuação, tendo sempre como alvo a garantia de respostas para melhorar a qualidade de vida dos seus utentes”.
Como “o bem-estar das pessoas está, e estará sempre, em primeiro lugar”, a vice-provedora considerou que “a concretização do trabalho será facilitada, através da parceria e do espírito de entreajuda”.
“A melhor maneira de conduzir a prossecução desta instituição alicerça-se nas boas práticas que têm vindo a ser desenvolvidas e que deverão manter-se e aprimorar-se, para que, inequivocamente, esta continue a ser uma instituição de referência”, sustentou Ana Paula Gonçalves.

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