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Montemor-o-Velho adota medidas “drásticas” de contenção energética

08 de às 14h05
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FOTO DB/PEDRO RAMOS

A Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, está a implementar medidas “drásticas” de contenção energética, de forma a dar o “verdadeiro exemplo” de poupança.

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, emitiu um despacho a 28 de outubro, com efeitos imediatos, que contém várias medidas que levam à redução da energia.

Emílio Torrão, em declarações à Lusa, disse que a autarquia tem uma fatura de eletricidade de cerca de 480 mil euros que deverá passar para 1,2 milhões de euros, com a subida do custo da energia.

Considerando as recomendações da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, a Câmara de Montemor-o-Velho quis “ir um bocadinho mais longe”, tomando “medidas drásticas de contenção energética” e, em simultâneo, sensibilizando “as pessoas para o grave problema que vão ter nos próximos meses e nos próximos anos”.

Uma das medidas passa por desligar, nos edifícios municipais, a iluminação exterior decorativa, a partir das 23:00, como por exemplo, a iluminação do Castelo.

O autarca deu nota de que, no que diz respeito à iluminação de Natal, esta vai ser desligada às 23:00, existindo apenas essa iluminação das 18:00 às 23:00, embora tal não conste no despacho.

“Montemor-o-Velho quer dar o verdadeiro exemplo de poupança. Nós estamos a fazer uma primeira ação de sensibilização implementando medidas que são altamente criticáveis do ponto de vista das pessoas”, destacou, Emílio Torrão.

Adotar comportamentos com vista a uma maior utilização de luz natural, a regulação da temperatura dos equipamentos de climatização, assim como, a restruturação de espaços, por forma a evitar consumos de energia em múltiplas salas/espaços com reduzida utilização são outras das normas.

De acordo com o despacho, em contexto laboral vai ser dada preferência às reuniões/formação em formato ‘online’, bem como desligar equipamentos informáticos nos períodos sem utilização, entre outras.

O Município de Montemor-o-Velho vai proceder ainda a campanhas de sensibilização para a adoção de comportamentos de eficiência energética.

Emílio Torrão adiantou que está a avaliar, junto da E-Redes, algumas medidas de iluminação pública, a fim de perceber quais as luminárias nas ruas que podem ser desligadas.

A ideia é perceber “o que é que podemos desligar na totalidade nalguns sítios” e durante um período de tempo, explicou a diretora de Departamento de Administração Geral e Finanças, Andreia Lopes.

O presidente desta Câmara do Baixo Mondego explicou ainda que o Município está “pré-entendido com a E-Redes, num investimento conjunto”, para criar um segundo ‘offset’ nos horários da iluminação pública, ou seja, “segundos relógios astronómicos para este período de contingência”.

“O que está a ser feito de inovação em Montemor é esta parceria com a E-Redes, no sentido de posto de transformação a posto de transformação” verificar a melhor solução para reduzir o consumo.

A Câmara solicitou ainda à E-Redes a substituição das luminárias existentes (potências superiores a 100W) por luminárias ‘LED’ nos postos de transformação onde este tipo de luminária seja representativo para o seu consumo.

“Com o aumento do preço, [a fatura da eletricidade] vai passar para Y, mas nós reduzimos a fatura em Z. Vamos demonstrar à população que vamos desligar contra a vontade deles […], mas vamos desligar porque estamos a poupar. Se eu tiver de gastar a diferença entre 1,2 milhões de euros para 480 mil, deixo de fazer obras nas freguesias”, concluiu.

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3 Comentários

  1. Poortugues diz:

    Em muitos municípios por esse país fora houve exagero na colocação de iluminação na via pública. Postes e mais postes, perto um dos outros e em sítios onde não se justificava tamanha iluminação. Hora de ligar e desligar era a mesma durante meio ano, independentemente do dia aumentar/diminuir ao longo do ano. Havia dinheiro para esbanjar.
    Depois, o cinto começou a apertar e começaram a retirar lampadas de candeeiros e colocar os famosos autocolantes pretos a informar que o candeeiro não estava fundido mas que estavam a "poupar". Poupar tinham-no feito se nunca lá tivessem colocado sequer o candeeiro que não era necessário.
    Agora, que o cinto aperta ainda mais é que finalmente começam a pensar nas medidas que deveriam ter sido desde sempre tomadas de controlar as horas de ligar e desligar a iluminação com as horas de luz solar.
    Isto não são "medidas drásticas de contenção energética" nem "verdadeiro exemplo de poupança" senhor(es) Presidente(s) de Câmara(s). Isto são as medidas normais e expectaveis em qualquer país onde não se brincasse com o dinheiro das pessoas e não se esbanjasse a torto e a direito.

  2. Ze da Gandara diz:

    O ex-autarca de Vizela, segundo se consta na comunicação social, também terá alegadamente gizado um plano de poupança energética. Quando alegadamente visitava a dama sua amante, poupava na factura da energia fóssil pessoal, recorreria alegadamente para o efeito das referidas deslocações, à viatura de serviço. Daí que este plano de contenção de consumo energético, não surpreenda pelo arrojo.

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