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Mosteiro de Celas reabre após obras de restauro

24 de às 09h14
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DB/Foto de Miguel Almeida

Após dois anos e meio de portas fechadas, o Mosteiro de Celas reabriu ontem ao público. A pandemia, em primeiro lugar, e as obras de restauração do edifício, depois, motivaram o encerramento do antigo mosteiro feminino durante mais de dois anos.
António Fonseca, presidente da mesa da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade de Celas (a enidade gestora do espaço), referiu que a intervenção no valor de 271 mil euros permitiu reparar “as coberturas, o restauro de azulejos e dos capiteis e o reboco de paredes”, entre outros.
Além da revisão e substituição de elementos danificados no revestimento em telha cerâmica, a intervenção abrangeu ações de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos em pedra, promovendo, a beneficiação deste espaço e a sua dignificação enquanto relevante objeto artístico-arquitetónico, cultural e histórico.
Após a conclusão da obra, que durou entre abril de 2021 e março de 2022, “ficaram garantidas as condições para manter a utilização e fruição do monumento e a realização de eventos de índole religiosa e cultural”.
Para a realização da empreitada, a Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC) beneficiou da aprovação da candidatura ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), onde foi comparticipado 85 por cento do valor total da intervenção.

Junta quer eliminar estacionamento

O mosteiro fica localizado na freguesia de Santo António dos Olivais, com a junta a anunciar que uma das obras que pretende levar a efeito em 2023 é a eliminação do estacionamento junto ao mosteiro.
Considerado um dos mais importantes conjuntos edificados de Coimbra, pleno de desafios à História da Arte Medieval e, simultaneamente, revelador de diferentes correntes artísticas da Coimbra dos séculos XIII/XIV a XVIII, o Mosteiro de Celas mantém importantes trechos da escultura gótica trecentista nas duas galerias do claustro.
Apesar das sucessivas alterações e do carácter sóbrio geral, o especial destaque do edifício vai para a decoração historiada nos capitéis da transição do século XIII para o XIV, onde se podem ver várias passagens do evangelho esculpidas. A planta centralizada da igreja é também um raro exemplo nos mosteiros femininos portugueses.
Esta “jóia” da coroa patrimonial conimbricense, que integra atualmente a Rota Europeia da Abadia de Cister, pode ser conhecida entre segunda-feira e sábado das 15H00 às 18H00. As visitas são gratuitas para crianças até aos 12 anos. Depois, entre os 12 e os 18 anos, os bilhetes custam um euro. Entre os 18 e os 65 anos, os bilhetes custam dois euros, baixando para um euro para os maiores de 65 anos.

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