Movimento lamenta “agressividade” de estudantes na recolha de carrinhos furtados no cortejo
Cerca de dois mil carros de compras foram recolhidos no final do cortejo da Latada, que decorreu no domingo. Isto, apesar das campanhas de sensibilização que têm tentado evitar o furto de carros de compras e o despejo de lixo em espaços públicos por parte de alguns estudantes universitários. Disso mesmo deu conta Fernando Paiva, responsável pelo movimento cívico ambientalista “Não Lixes” que, desde 2014, promove um cordão de recolha no largo da Portagem para impedir que os carrinhos sejam atirados para o rio Mondego.
“Este foi, de longe, o pior ano de todos. Depois de dois anos de confinamento, parece que os estudantes estavam ávidos para voltar a este modelo ”, lamentou.
Pior, segundo o ambientalista, foi a atitude de muitos jovens universitários que adotaram uma atitude agressiva quando “aconselhados” a entregar os carros.
“Foi triste e difícil. Alguns estudantes são educados, mas houve casos de alunos muito agressivos – violentos, até. Valeu-nos a intervenção de agentes da PSP que estavam no local”, lamentou Fernando Paiva.
A avidez dos estudantes foi tanta que, segundo o ativista, houve supermercados em Coimbra que, durante a manhã de domingo, não tinham carrinhos disponíveis para os clientes fazerem as suas compras.
“Não compreendo como é que jovens que estão no ensino superior acham correto furtar seja o que for. E ainda por cima, conspurcarem a cidade e o rio. Isto não é tradição”, criticou.


