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Município aprovou atualização da tarifa da água para 2023

13 de às 09h38
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Foto de Município de Coimbra

Na sequência da reunião de câmara realizada ontem, na sala das sessões, onde, entre outros assuntos, foi discutida e aprovada uma proposta da empresa municipal Águas de Coimbra para a atualização da tarifa da água em 2023, com exceção para a tarifa social. Segundo a proposta das Águas de Coimbra “afigura-se absolutamente necessário proceder a um ajuste tarifário para o ano de 2023”. Segundo a empresa municipal, a “Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) recomenda, para efeitos de atualização das tarifas, a utilização dos valores da taxa de variação média anual do índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) de 2,7%.
Assim, com vista a alcançar resultados que permitam obter capacidade de investimento, a proposta apresenta uma atualização de 2,7%, quer no serviço de abastecimento de água, como no serviço de saneamento de águas residuais, com exceção dos valores para a tarifa social.
José Manuel Silva, presidente do Município de Coimbra, reiterou a proposta apresentando dois tópicos fundamentais para justificar o aumento: a sustentabilidade da empresa e a conclusão do saneamento no concelho. O autarca diz que este “é um aumento de cêntimos para cada família. Com bom senso, em benefício de todos, protegendo os que mais precisam, pretendemos que a empresa seja sustentável e que continue a desempenhar a sua missão”. Este aumento significa um aumento de um milhão de euros na faturação da empresa.

Oposição votou contra

Os vereadores do Partido Socialista votaram contra dizendo que “a água é um bem público essencial”. “O que se esperaria do executivo municipal é que viesse adotar medidas de apoio para enfrentar esta crise económica ao invés de aumentar os preços da água e saneamento, como também já fez nas tarifas dos transportes públicos, agravando ainda mais a situação financeira das famílias, o que demonstra a total insensibilidade social deste executivo”, disse Regina Bento. A vereadora referiu ainda que “o impacto estimado pelas Águas de Coimbra para o não aumento do tarifário em 2023 cifra-se no módico resultado negativo de aproximadamente 167.000€ euros num orçamento global superior a 30 milhões de euros. Por certo, qualquer Conselho de Administração minimamente experiente conseguiria gerir a empresa de forma diferente mas igualmente eficiente, promovendo poupanças no funcionamento e fazendo outro tipo de opções para obter resultados positivos e não ir pelo caminho mais fácil do aumento das tarifas, transferindo para os seus utentes a responsabilidade pela sustentabilidade económico-financeira da empresa”.
Francisco Queirós, vereador da CDU, que também votou contra o aumento, concordou com as razões apresentadas pelo PS, acrescentando que “numa altura de grave crise económica nacional e internacional esperava-se outros tipo de medidas para apoiar as famílias”.

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