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Município de Arganil critica aumento das tarifas aplicadas pela ERSUC

05 de às 09h31
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O presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, manifestou, em reunião do executivo, a sua preocupação relativamente “aquilo que tem sido a trajetória, nos últimos anos”, da ERSUC, empresa que “tem a concessão do sistema multimunicipal de tratamento de resíduos sólidos urbanos em boa parte da região Centro”, lembrou.
“É uma preocupação partilhada por todos os municípios que são, ao mesmo tempo, acionistas e clientes da ERSUC”, constatou o autarca, dando a conhecer que, “dos 19 municípios da CIM-RC, há 16 que são, simultaneamente, acionistas”.
Luís Paulo Costa constatou “a degradação sistemática do desempenho da ERSUC” e afirmou que, “no âmbito do processo relacionado com a fixação das tarifas, houve pronúncia, quer de alguns municípios isoladamente, como é o caso de Arganil, quer do órgão formal Conselho Consultivo que integra todos os acionistas, o órgão de fiscalização e a Administração”.

Acusação de pior serviço depois da privatização

O autarca lamentou que “uma empresa que foi privatizada consiga funcionar pior depois de privatizada do que quando funcionava maioritariamente com capitais públicos”. “Aquilo que temos hoje na ERSUC é uma deterioração significativa do desempenho, aquilo que vemos num intervalo temporal de sete anos é mais do que uma duplicação de custos, algo que se torna incompreensível, que contribui diretamente para a escalada exponencial das tarifas”, criticou, mostrando-se indignado com “o contributo da tarifa para aquilo que é o volume de negócios” desta empresa, já que “aquilo que a ERSUC ia buscar à tarifa para pagar o negócio, em 2015, era 37 por cento, mas em 2021, já foi 59 por cento”, alegou o responsável.
“Rendimento garantido”
Uma situação muito diferente do que era antes, quando “havia uma ação proativa naquilo que são as atividades complementares, como o biogás, produzido a partir do aproveitamento dos aterros, e a venda dos combustíveis derivados de resíduos, que eram vendidos à Cimpor e que contribuíam também, de uma forma significativa, para o volume de negócios”, disse o presidente da Câmara de Arganil, concluindo que “essa atividade foi praticamente negligenciada ou muito reduzida e, portanto, para a empresa é muito confortável não se esforçar porque sabe que o rendimento está garantido”.
Registando que “a ERSUC colocou no lixo cinco milhões” resultantes de “um investimento para um equipamento de preparação de combustíveis derivados de resíduos, que podem ser enviados para uma Cimpor, para utilizar no processo de queima”, o edil ressalvou que, “depois deste investimento, a venda de combustíveis derivados de resíduos praticamente desapareceu”. “Literalmente, foram cinco milhões para o lixo que são, naturalmente, colocados na tarifa e estão a ser pagos pelos clientes e consumidores de uma forma que não revela muita eficácia e eficiência nas decisões que são tomadas”, concluiu.

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