Número de carros vandalizados aumentou
O número de carros vandalizados na madrugada de natal (de 24 para 25 de dezembro), nas freguesias de Ribeira de Frades e de Taveiro, continuou a aumentar durante o dia de ontem, adiantou fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), não tendo sendo ainda possível adiantar um número oficial.
Manuel Franco, proprietário de uma das viaturas que foi vandalizada, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que “a GNR já esteve a efetuar um levantamento e já contabilizou 130 viaturas” mas acredita-se que esse número vai ainda aumentar. Segundo fonte da GNR, o número tem vindo a aumentar mas não há um número oficial.
O presumível autor dos vandalismos é um homem de 54 anos que estaria preso mas que foi libertado para passar o natal em casa. Vários populares relatam que o homem já tinha vários antecedentes criminais e alguns problemas psicológicos e sociais, algumas vezes relacionado com o consumo de álcool.
População revoltada
Segundo Jorge Veloso, presidente da União de Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, “as pessoas que sofreram prejuízos estão, naturalmente, revoltadas”. “Além dos pneus furados, destruiu ainda placas de sinalização, contentores do lixo e alguns espelhos das viaturas”, disse. O autarca acredita que “a proteção, em termos de seguro de cada uma das pessoas, vai ser fundamental para conseguirem repor os pneus. Entretanto, a GNR está a fazer o seu trabalho e teremos de aguardar”, disse.
Prejuízos para várias famílias
Foram várias os populares, que ao longo do dia de ontem estiveram a substituir os pneus danificados das viaturas. Manuel Franco e o filho Álvaro Franco encontraram as suas viaturas com dois dos quatros pneus furados.
“Já fui mandar arranjar os pneus da minha carrinha que, felizmente, foi possível remendar e custou-me 35 euros, mas no caso do carro do meu filho, tiveram mesmo de ser substituídos e custaram 155 euros”, disse Manuel Franco, proprietário de uma mercearia nesta zona da localidade.
“Tem um impacto significativo para mim e terá para toda a gente desta terra, porque apesar de não estarem a contar com esta situação, aconteceu e são prejuízos que, nesta altura, fazem a diferença em muitas famílias”, acrescentou, rematando: “As pessoas ainda não têm grandes esclarecimentos mas acreditam que as pessoas apresentem o desagrado junto das autoridades que estão a fazer o seu trabalho”.


