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Obras no Largo da Sé Velha agradam a uns e prejudicam outros

06 de às 09h09
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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Se para alguns comerciantes, as obras de requalificação do Largo da Sé Velha são um mal necessário, para outros, pode levar ao encerramento definitivo da atividade comercial.

Vítor Pedrosa, proprietário da loja “Cristal Lapidadores”, refere que a obra esta a ter um impacto negativo na atividade normal da loja. “Colocaram escadas em frente à minha porta e não consigo subir com chapas de vidro de grandes dimensões”. “Já falei pessoalmente com o arquiteto da obra mas não arranjaram solução”, disse.

O lojista admite que não está contra a obra mas “não tiveram o cuidado e atenção com o impacto que ia causar no meu estabelecimento”. Devido a estes constrangimentos, o negócio está em risco de fechar.

Em resposta a esta questão, o Município de Coimbra refere que “os técnicos da Câmara Municipal já discutiram essa questão com o proprietário da vidraria, no local. Mantiveram-se/melhoraram-se as condições de acesso anteriormente existentes, sendo que a colocação de um elemento que impeça a “queda” é obrigatório, sempre que os desníveis existentes no espaço público sejam superiores a 40 centímetros. Anteriormente, a situação existente não cumpria a legislação em vigor, pelo que seria inaceitável para a autarquia intervir no local, requalificar o espaço público e não resolver esta situação”.

Obras incomodam mas precisam de ser feitas

No caso de António Manuel, proprietário do Café/Restaurante Sé Velha, o impacto foi “quase nulo”. “Se as obras se pudessem fazer da noite para o dia era o ideal, mas não sendo possível, considero as obras uma mais-valia para o comércio local e para a cidade”.

No caso de Arsénio Silva, proprietário do café Oásis, admite que “muita gente não pára por causa das obras”, considerando–as “um mal necessário”.

O comerciante acredita que, após a requalificação, possa existir uma maior afluência ao estabelecimento mas pretende que não se circule de automóvel na zona histórica da cidade. Fernando Sousa é morador nesta zona há cerca de 60 anos e acredita que “ficará melhor”.

Questionado sobre os acessos ao Beco da Carqueja o residente conta que, apesar do estaleiro das obras, o acesso sempre esteve disponível para circular a pé. O município diz que “o acesso tem sido sempre garantido, não apenas pela zona confinante com o estaleiro mas, também, pela rua Joaquim António de Aguiar e pela rua de S. Cristóvão/Rua da Ilha.”

A empreitada teve um prazo inicial, mas foi suspensa para garantia das condições de acessibilidade a veículos de emergência e socorro. Após o levantamento da suspensão, o términus da empreitada estava previsto para o dia 14 de dezembro de 2022. A 7 de novembro de 2022, a entidade executante solicitou ao Município de Coimbra um pedido de prorrogação do prazo, por 150 dias, face a um conjunto de situações que se consideram pertinentes, como por exemplo, a acessibilidade faseada aos espaços a requalificar, a dificuldade na execução das infraestruturas, com a maioria das escavações a ser executada de modo manual, ou as condições climatéricas. Face ao exposto, o prazo previsto para o términus da empreitada é o dia 15 de maio de 2023.

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