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Pais de Febres protestam por omissão da escola em caso de agressão

25 de às 09h46
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O caso de alegada agressão sexual de dois alunos a um outro da Escola EB 2,3 Carlos Oliveira (em Febres) foi o motivo de um protesto de pais e familiares de alunos ontem de manhã à porta do estabelecimento escolar.
Com cartazes onde se liam as inscrições “exigimos a verdade” e “suspensão para agressores”, várias dezenas de manifestantes reclamaram à direção do Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria uma “resposta imediata” para resolver o que chamam “clima de alarme social”.
Um dos pais, Ricardo Oliveira, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que “foi uma agressão muito violenta e não apenas um ato de bullying como diz a escola, que está a tentar esconder a situação”.
De acordo com informações recolhidas pelos pais, o denunciante adiantou que “os dois miúdos agressores são irmãos e sinalizados pela CPCJ. São residentes fora da freguesia e já foram expulsos de outra escola”. Terão cerca de 12 anos, tal como a vítima.
Os encarregados de educação têm receio de que mais cenas de violência possam ocorrer, defendendo a suspensão dos irmãos enquanto o processo de averiguações está a decorrer. Os factos terão ocorrido a 3 de outubro, com os pais da vítima a formalizar uma queixa à GNR no dia seguinte, a que se seguiram perícias forenses que confirmaram a agressão, adiantaram os encarregados de educação à margem do protesto.

“Indignação da comunidade escolar”
A falta de resposta da direção do Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria foi “o rastilho que fez as pessoas saírem à rua, porque está a causar a indignação da comunidade escolar”, lamenta Ricardo Oliveira.
Enquanto isso, o rapaz agredido está a ser acompanhado por uma psicóloga da escola à margem das aulas da sua turma.
Os encarregados de educação afirmam que “não queremos fazer perseguição aos agressores, mas é necessário que sejam acompanhados, até porque são muito novos ainda”.
O DIÁRIO AS BEIRAS contactou ontem a coordenadora da Escola EB 2,3 de Febres que não respondeu às questões, alegando que é uma atribuição da direção do agrupamento. Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS – por telefone e email – o diretor do agrupamento, que tinha estado na escola de Febres durante a manifestação da manhã, remeteu-se ao silêncio.

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1 Comentário

  1. ze da gandara diz:

    Perante a perspectiva futura (ainda que incerta) de distribuição de umas migalhitas, haverá quem faça de tudo para permitir que certas verdades inconvenientes que não interessa que sejam divulgadas, sejam abafadas. O tuga, invariavelmente de mão estendida, serviçal lacaio profissional, habituado a curvar-se perante tudo e todos à lambe-botas, em ocasiões que pressinta que determinado comportamento contra-corrente possa vir a ser-lhe favorável no futuro, faz tudo o que lhe mandarem e no fim ainda pede permissão para limpar…

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