Pilar del Río com a Bonifrates
A peça de teatro “As intermitências da morte”, baseada no romance de José Saramago, estreia hoje, às 21H30, no teatro Estúdio Bonifrates, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra.
O espetáculo, integrado nas comemorações do centenário de nascimento de José Saramago, conta com a presença de Pilar del Rio, a viúva do prémio nobel, e de Ricardo Viel, diretor de comunicação da Fundação Saramago.
A ida de del Rio a Coimbra, segundo João Maria André, da direção da companhia, vem no seguimento de um pedido de cedência de direitos de autor, que foram prontamente concedidos, tendo Pilar del Río acabado por acompanhar o projeto.
A adaptação
para teatro
Em relação à peça, João Maria André adianta que a ideia da adaptação do livro “partiu de João Joanicas”, do encenador.
De acordo com João Janicas, há três ideias que norteiam o espetáculo: “A encenação é atravessada por estas ideias fortes: a realidade, a aparência e a metamorfose”.
Na opinião do encenador, o prémio Nobel em “As intermitências da morte”, “apresenta- -nos um impreciso país em que a morte deixa de matar. Obviamente, as estruturas da sociedade, da economia, de toda a cultura são abaladas e têm de enfrentar a inédita situação“, explica.
Todavia, “os caprichos da morte não terminam ainda. Quando esta volta a matar, agora com aviso prévio, um humano violoncelista resiste à sentença, até ali infalível”.
De seguida, face ao desafio a estratégia muda. “A morte decide metamorfosear-se em mulher”, lembra.
Atividades complementares
A temporada da peça será acompanhada por um conjunto de atividades paralelas que incluem um ciclo de filmes sobre o tempo e a morte, uma jornada sobre o teatro de José Saramago, uma conferência no Museu Machado de Castro sobre a arte e a morte e uma iniciativa em parceria com a Orquestra Clássica do Centro.


